Pet na medida certa

A obesidade de animais requer cuidados, a fim de prevenir sérios problemas de saúde. Saiba como evitá-la

por Daniela Costa 29/02/2016 16:53

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Samuel Gê/Encontro
Juan e Sofia, da raça west highland, fazem 30 minutos de esteira, duas vezes ao dia: "A família toda mudou de comportamento", diz a advogada Cristiana Guimarães (foto: Samuel Gê/Encontro)
No início, os quilinhos a mais dos cães da advogada Cristiana Aguiar Guimarães, da raça west highland white terrier, não a incomodavam. Quando saía à rua para passear, sempre ouvia comentários sobre como eram "fofinhos". Só percebeu a gravidade da situação quando Juan, com apenas 3 anos de idade, teve dificuldades para andar. "Ele começou a mancar e o veterinário constatou que o problema era o sobrepeso", diz. A notícia trouxe mudanças consideráveis tanto na rotina dos peludos quanto dos donos. Para entrarem na medida certa, petiscos e outras guloseimas foram abolidos do cardápio. Nada de um pedacinho de pão para o dono e outro para o cachorro. A ração também foi adequada para a opção light. Além do passeio habitual, os dogs começaram a praticar 30 minutos de esteira, duas vezes ao dia. "Fizemos uma mudança de comportamento na família toda para recuperar a saúde deles", diz Cristiana. O esforço foi recompensado. Juan já perdeu três quilos e Sofia, com um quilo a menos, recuperou a silhueta.

Samuel Gê/Encontro
A porquinha-da-índia Ariel (na balança) e o hamster Gasparzinho estão de dieta: "Poucos gramas a mais fazem muita diferença para a espécie", diz o massoterapeuta Alessandro Silva Campos (foto: Samuel Gê/Encontro)
A obesidade nos animais é um problema grave. Estima-se que, no Brasil, 30% dos cães e 25% dos gatos sejam obesos. A veterinária Ana Beatriz Mourão Carvalhaes, especialista em nutrição animal, alerta que um dos grandes vilões da boa forma dos pets é o carboidrato. "O excesso contribui para a estocagem de gordura. Para não correr o risco, deve-se estar atento à qualidade da ração ou do alimento oferecido", diz.

O aumento de peso traz vários riscos à saúde, entre eles, o surgimento de diabetes, problemas cardiorrespiratórios, lesões articulares e ortopédicas. "São doenças que reduzem consideravelmente a expectativa de vida dos pets. Por isso, é muito importante detectar a origem do problema e tratá-lo", explica a veterinária Marina Pellegrino, endocrinologista do Hospital Veterinário da UFMG. "Já atendi um gato que pesava mais de 10 quilos. Ele comia por dia a quantidade de alimento indicada para um cão labrador adulto", diz Marina. Em se tratando dos bichanos, outro agravante é a dificuldade de fazê-los se exercitar, ainda mais quando vivem em apartamento. "Os cuidados devem ser redobrados com os gatos castrados, pois têm tendência natural a engordar", diz Márcia Moller, veterinária especialista em felinos da Clivet. A dica é utilizar brinquedos variados para estimulá-los a se exercitar.

Arquivo pessoal
(foto: Arquivo pessoal)
E não são apenas os cães e gatos que sofrem para manter a boa forma. Outros animais de estimação considerados exóticos também. Na casa do massoterapeuta Alessandro Silva Campos, a balança é consultada toda semana. E qual não foi sua surpresa quando observou que em poucos dias Ariel, porquinha-da-índia de 1 ano, estava com 200 gramas acima do peso. "Parece brincadeira, mas isso faz muita diferença para a espécie", explica. Para chegar a exatos 1,1 quilo, o jeito foi regrar a ração, o capim e o feno, e colocá-la para se exercitar brincando com os coleguinhas em casa mesmo – ele tem pelo menos 20 roedores. "Assim, eles correm e queimam calorias", diz Alessandro.

Outro que entrou na mira da balança foi o pequeno Gasparzinho, hamster que, no auge dos 60 gramas, também precisou emagrecer. "No caso dele, aumentei as atividades na rodinha." Mas os especialistas alertam. Dietas por conta própria não fazem bem para a saúde nem de gente nem de bicho.  Portanto, antes de iniciar qualquer tratamento para redução de peso do seu animal, o ideal é consultar um especialista.

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