Reposição também para eles

Cansaço e perda de apetite sexual são alguns dos sintomas da andropausa, que pode começar cedo em alguns homens, por volta dos 30 anos. O tratamento é eficaz, mas a falta de informação é empecilho

por Daniela Costa 19/04/2016 14:34

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(foto: Pixabay)
A maturidade é uma fase da vida que traz como benefícios o acúmulo de experiências e sabedoria. Mas as mudanças provocadas principalmente no organismo causam medo em muita gente. Isso porque, com o passar dos anos, não é só a mente que se modifica; a saúde também passa a exigir mais cuidados. Os homens, em especial, têm a fama de não serem adeptos dos consultórios médicos. A maioria deles pouco sabe, por exemplo, sobre a deficiência androgênica do envelhecimento masculino (Daem), popularmente conhecida como andropausa. O termo faz analogia à menopausa, marco indicativo do final do ciclo reprodutivo da mulher, quando os ovários deixam de produzir os hormônios estrogênio e progesterona.

No organismo masculino, ocorre a queda lenta e progressiva da produção do hormônio sexual testosterona. Apesar de o fenômeno poder acontecer a qualquer momento a partir da puberdade, é a partir dos 30 anos que começa a dar sinais, porém a maior incidência é após os 70 anos. O grande diferencial com relação às mulheres é que todas, obrigatoriamente, passam pela menopausa. Por sua vez, apenas uma minoria dos homens entra na andropausa. As estatísticas mostram que de 20% a 30% deles enfrentam o processo. "Isso só acontece com aqueles que têm uma diminuição mais drástica dos níveis hormonais", diz o médico urologista Carlos Corradi, chefe do serviço de urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UFMG.

A queda dos níveis de testosterona na corrente sanguínea traz alguns inconvenientes. Os mais recorrentes são a sensação constante de cansaço físico, alteração do humor e diminuição do desejo sexual. O problema é que nem sempre os sintomas são associados a sua verdadeira origem, e muitos homens só procuram ajuda quando já alcançaram a fase de perda da libido e disfunção da ereção. "A andropausa é uma condição crônica que envolve vários aspectos, inclusive a função sexual, o que leva ao estresse físico e psicológico", diz Corradi. São alterações que prejudicam até mesmo o convívio familiar, tendo em vista que, por desconhecerem os motivos das mudanças comportamentais em seus companheiros, muitas mulheres não os compreendem.

Assim como no caso de outras doenças, o diagnóstico precoce é um grande aliado, e é feito mediante dosagens do hormônio no sangue por meio de exames laboratoriais. "Adultos com dosagens de testosterona total acima de 300/320 ng/ml são considerados normais", explica o urologista Augusto Barbosa Reis, professor da Faculdade de Medicina da UFMG. Mas, uma vez confirmada a deficiência, deve ser tratada para prevenir os danos. E é fundamental que haja a indicação de especialista. "Se um homem em idade reprodutiva recebe uma fonte externa de testosterona de forma equivocada, automaticamente deixará de produzi-la de forma natural e ficará infértil", diz Augusto. Manter dieta saudável e atividade física também ajuda a normalizar os níveis do hormônio no organismo, evitando fatores como perda de massa muscular, acúmulo de gordura na região abdominal e sobrepeso.


Fonte: especialistas consultados

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