Amor à flor da pele

Tatuagens de animais de estimação estão se tornando comum entre donos de pets. É uma forma de externar gratidão ou minimizar a saudade

por Daniela Costa 20/04/2016 08:00

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Carlos Picorelli/Divulgação
A nutricionista Danielle Viana tem a mestiça Lua desenhada na perna: "Foi só mais uma forma de expressar minha gratidão por todo o bem que ela me faz (foto: Carlos Picorelli/Divulgação)
O porte elegante, o focinho comprido, as orelhas caídas e até mesmo a vivacidade do olhar da cadela Lua, mestiça de labrador com fila, foram eternizados de forma fiel na pele da nutricionista Danielle Viana, de 33 anos. A tatuagem feita na perna direita foi uma homenagem ao amor incondicional que a dona tem por seus animais de estimação. Além de Lua, ela tem outros cinco cães. "Meu amor por esses peludos é tão grande que, quando me casei, foi a Lua quem levou as alianças ao altar. Fazer a tatuagem foi só mais uma forma de expressar minha gratidão por todo o bem que eles me fazem", diz Danielle.

Nos estúdios de tatuagem, os donos dos pets chegam determinados. Sabem exatamente qual imagem querem reproduzir e as tradicionais patinhas em preto vão dando lugar a produções mais elaboradas. "É comum fazermos desenhos do animal de corpo inteiro ou mesmo detalhes, mas sempre imitando o modelo real", diz o tatuador Flavio Souza. Em se tratando dos pets, o índice de arrependimento é quase zero, segundo o tatuador, bem diferente daqueles que homenageiam grandes amores. "Só se arrependem quando o desenho fica malfeito, sem qualidade, mas jamais pela escolha", diz o tatuador Felipe Andrade, do estúdio Pietá.

Os motivos que levam os donos a gravar a imagem de seus pets no corpo são vários. A gatinha Emmilly, sem raça definida, ganhou lugar de destaque na perna direita da blogueira Marcelle Melo, de 39 anos. Quando chegou em sua vida, há nove anos, a gatinha a ajudou a enfrentar um período difícil. "Na época, eu estava com depressão e encontrei forças nela, doando e recebendo amor", diz. Anos depois, em 2013, Emmilly teve um problema sério de saúde e Marcelle decidiu fazer uma tatuagem em sua homenagem. Na sequência, também tatuou uma revoada de pássaros no pulso direito. "Tanto ela quanto meus cinco pássaros representam uma família para mim. Tenho certeza de que jamais vou me arrepender", diz Marcelle.

Alexandre Rezende/Encontro
(foto: Alexandre Rezende/Encontro)
A fisioterapeuta Leticia Costa Bitencourt, de 32 anos, lembra que na infância sempre quis ter um animal de estimação, mas por motivos variados a família nunca permitiu. Já adulta, morando em sua própria casa, a perda do avô muito querido a fez realizar o seu grande sonho. "Na época, fiquei tão triste que decidi ter um cachorrinho e lhe dei o nome de Francisco, em homenagem ao meu avô", conta. Chico, da raça Pug, acabou ganhando uma companheira, Lilica, e, como são idênticos, a dona tatuou a figura dos dois no tornozelo da perna direita. "O tempo deles é tão menor que o nosso que quis gravar a passagem deles em minha vida de uma forma bem especial", diz Letícia.

Foi para para diminuir a saudade, que o biólogo Henrique Meni Costa Rabelo, de 27 anos, viu na tatuagem uma forma de estar mais próximo de Luna. A cadelinha da raça golden retriever morreu em 2014, aos 13 anos. Companheira de aventuras e brincadeiras, marcou a adolescência de Henrique. "Sempre tivemos um vínculo muito forte e, quando percebi que a perderia, fiz a impressão original de sua pata para fazer minha primeira tatuagem, no braço direito", diz. Foi a forma que encontrou de tê-la sempre por perto.

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