Antigos marcadores do tempo

Substituídos por telefones celulares, os relógios urbanos da capital já não atendem mais ao fim para o qual foram feitos. São hoje belas peças de decoração

por Rafael Campos 10/05/2016 14:07

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Victor Schwaner/Encontro
Os estudantes Rômulo Samuel, Gabriel Felipe e Ian Robson, na Praça da Estação: eles nunca prestaram atenção no relógio, de 1922, que está com um dos lados sem os ponteiros (foto: Victor Schwaner/Encontro)
Do alto das torres das igrejas e de prédios públicos, eles já foram guardiões do tempo em Belo Horizonte. Mas veio a modernidade, e a avalanche provocada pelos telefones celulares deixou os relógios urbanos em segundo plano. Assim, os aparelhos - alguns com algarismos romanos - se transformaram em belas peças decorativas. "Sempre estou com celular, por isso, nunca olho para eles", diz o estudante Rômulo Samuel, de 17 anos, ao lado dos amigos e também estudantes Gabriel Filipe, de 17 anos, e Ian Robson, de 16. Eles estavam diante do edifício do Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação, que ostenta um dos primeiros relógios públicos da capital, de 1922.

O vigia Antônio Froes, de 65 anos, já teve esses relógios, durante anos, como referência das horas, mas também não se lembra mais da existência deles. "Agora só consulto o celular", diz ele. Nesta edição, Encontro fez um passeio por BH e registrou que alguns dos equipamentos, por demandarem manutenção artesanal e especializada, ficam parados por muito tempo, como é o caso do prédio do Centro de Referência da Moda, na rua da Bahia com avenida Augusto de Lima. Mas ainda há os que continuam precisos.

Conheça como estão e quais são os relógios públicos mais antigos da capital mineira:
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Centro de Referência da Moda, na rua da Bahia com avenida Augusto de Lima: o relógio (1914), parado há mais de um ano, vai passar por manutenção no segundo semestre (foto: Victor Schwaner/Encontro)

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Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, na rua da Bahia: arquitetura em estilo neogótico traz um relógio (1923) discreto, mas sempre certeiro (foto: Victor Schwaner/Encontro)

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Relógio de 1937, do prédio da Prefeitura de BH, na avenida Afonso Pena: última restauração foi em 2006, mas o equipamento funciona normalmente (foto: Victor Schwaner/Encontro)

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Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, na rua Alagoas: ponteiros estão desregulados, mas o relógio (1923) será restaurado com a reforma da igreja, que será finalizada em agosto (foto: Victor Schwaner/Encontro)

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Igreja de São José, na avenida Afonso Pena: o relógio alemão, de 1910, passou por recente reforma, com a restauração da fachada frontal (foto: Victor Schwaner/Encontro)

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