Noite de desabafos

por Helvécio Carlos 19/07/2013 11:29

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Em sua 10ª edição, o Prêmio Usiminas Sinparc de Artes Cênicas mostrou que precisa de uma repaginada urgente. Com formato engessado, o evento, que entrega prêmios de reconhecimento cultural, de maior público e de melhores do ano (nas categorias dança, teatro adulto e infantil), não se renovou, parece o mesmo de anos atrás. Sorte foi a boa interação da plateia.  Ponto também para a escolha de Angélica Hodge e Tutti Maravilha como apresentadores. A dupla afinada tirou bom proveito do fato de naquele exato momento o Atlético estar disputando o primeiro jogo da final da Copa Libertadores, no Paraguai, e envolveu a “torcida” do teatro.

Também os discursos não acrescentam muita coisa. Anteontem, no Teatro Bradesco, foi uma sessão de desabafos. De um lado, críticas ao resultado dos projetos aprovados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Quem não foi selecionado jogou pedras. Quem ganhou, claro, elogiou. Rômulo Duque, presidente do Sinparc, criticou a falta de apoio da mídia na divulgação da programação cultural da cidade. Disse que, por isso, as temporadas de teatro em Belo Horizonte estão cada vez menores. Jomar Mesquita, da Mimulus, reiterou o agradecimento à mídia que sempre apoiou a companhia de dança. Com apoio ou não, a atual situação em que vivemos exige criatividade para superar percalços. O Sinparc também não pode esperar formação de público apenas por meio da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Muito menos culpar a mídia, ou quem quer que seja pelas dificuldades do setor.

Os premiados são…

Talvez influenciado pelo clima de final de Libertadores, o público que lotou o Teatro Bradesco entrou em clima de disputa. Tanto que, em alguns momentos, a plateia vibrava como a Galoucura. Se houvesse troféu para a melhor torcida organizada, Guilherme Colina teria levado o prêmio junto com o troféu de ator coadjuvante pelo espetáculo Navalha na carne. Seria dele também o prêmio de reconhecimento pelo maior discurso de agradecimento da noite. “Só faltou ele agradecer à Xuxa e à Marlene Matos”, brincou Tutti Maravilha.

Entre os premiados no teatro adulto, Ruy Jobim (texto inédito Do claustro); Sérgio Pererê (trilha sonora original teatro adulto para Oratório: A saga de Dom Quixote e Sancho Pança); Juliano Coelho e Felipe Cosse (criação de luz em Ode marítima); Paulo Thielmann (cenário em Por parte de pai); Maria Luíza Magalhães e Janaina Castro (figurino em Oratório: A saga de Dom Quixote e Sancho Pança); Letícia Araújo (atriz coadjuvante em Tudo que eu queria te dizer); Clébia Varga (atriz em Navalha na carne); Fernando Couto (ator em Homens, santos e desertores); Lira Ribas (prêmio de diretora pelo espetáculo E peça que

Na dança, Kiko Klaus faturou troféu pela trilha e Vermelho Steam pela concepção cenográfica de Nowhereland, do Coletivo Movasse, que também venceu o prêmio de melhor espetáculo. Michael Bugdahn foi premiado pela criação da luz de Pó de nuvens, espetáculo que deu a Marco Paulo Rolla o prêmio de figurino e a Pablo Ramon o de bailarino. Andrea Pinheiro, do elenco de Entre, foi a melhor bailarina.

EM NOITE DE PREMIAÇÃO DO TEATRO...

Eugênio Gurgel
Enedson Gomes, na categoria infantil, foi escolhido o melhor ator (foto: Eugênio Gurgel)


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