Noite de rock and roll

por Helvécio Carlos 10/02/2014 11:02

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Eugênio Gurgel
Bruna Costa e Paula Maselli (foto: Eugênio Gurgel)
Não foi desta vez que os fãs de Lobão voltaram para casa com saudades de sua apresentação, na madrugada de sábado, no Minas 2. Um dos ídolos do rock brasileiro, ele foi a principal atração da festa Casa da insanidade mental. A culpa não é dele. Mais uma vez o show do cantor na cidade foi prejudicado pela falta de qualidade do som. Só que, desta vez, ao contrário de sete meses atrás, quando a apresentação foi suspensa por falta de som no Sesc Palladium, o serviço de som era péssimo. Para ouvir as 23 canções apresentadas por ele em uma hora e meia foi preciso ficar de frente e bem próximo do palco. Quem preferiu as laterais ou o fundo se deu mal.

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Lobão é um cantor de poucas palavras. Entre um “boa-noite, rapaziada” e brindes com o copo d’água, desejando saúde e até um “viva a vida,” dirigiu poucas palavras à plateia, quando mostrou canções dedicadas a Júlio Barroso e a Cazuza. Mas ele foi simpático. De uma fã, na fila do gargarejo, Lobão ganhou ramalhete de flores. Com um sorriso, agradeceu, mostrando que mesmo com as deficiências técnicas da noite é um lobo bom. “Valeu rapaziada, foi espetacular”, disse antes de sair do palco, pouco depois da três da manhã de sábado.

De ícones à lenda urbana

Lobão abriu o calendário 2014 da festa Insanidade. E a noite foi para reverenciar nomes que fazem parte da história do rock. Cada um, a seu jeito, fez sua homenagem, tirando do armário a tal atitude roqueira traduzida em camisetas pretas – e estampas de Beatles, ACDC, Ramones, Black Sabbath, Queen e Raul Seixas –, calças de couro e tachas, muitas tachas, em todas as variações de acessórios. Os mais animados – e ousados – caprichavam ainda mais na produção com perucas e pinturas no rosto com referências ao Kiss e a David Bowie.

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Apesar do clima de “já é carnaval”, não havia concurso da melhor caracterização da noite. Se houvesse, o título estaria nas mãos do casal Roberto Márcio e Gabriela Borim. Foram relembrando os personagens de O mágico de OZ Dorothy e o Homem de Lata. Mas o que os dois teriam a ver com os ícones do rock, tema da festa? Existe uma lenda no rock’n’roll sobre uma sincronia entre o disco do Pink Floyd e o longa-metragem lançado no fim dos anos 1930. Roberto foi original não só na forma como fez seu Homem de Lata, usando papelão pintado de prateado, como pela escolha do tema.

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Já entre os, digamos, mais sem noção da noite, o título ficou para um rapaz, visivelmente entusiasmado por alguns copos de cerveja, que apareceu na fila do gargarejo e gritou: “Lobão, seu coxinha! Eu também sou coxinha”. O músico não ouviu, se ouvisse teria dado gargalhadas. Afinal, coxinha – que define mauricinhos – não define o mais rebelde dos roqueiros brasileiros. Muito menos o fã sem noção e chapado.

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