Enxaqueca pode ser tratada com cirurgia, sabia?

Procedimento inovador foi criado nos Estados Unidos no ano 2000

por Da redação com assessorias 19/06/2017 10:57

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A cirurgia de tratamento da enxaqueca é direcionada à liberação dos ramos dos nervos trigêmeo e occipital, que estão envolvidos com a dor intensa na cabeça (foto: Pexels)
Poucas pessoas sabem, mas existe uma cirurgia para tratar a enxaqueca. Ela foi desenvolvida pelo cirurgião plástico Bahman Guyuron, da cidade de Cleveland, nos Estados Unidos, no ano 2000. Desde então, diversas equipes médicas ao redor de todo o mundo realizam este tipo de tratamento para o problema sério, que atinge a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

A migranea, popularmente conhecida como enxaqueca, é um tipo de cefaleia primária que afeta 15% da população no Brasil, sendo até 20% das mulheres e entre 5 e 10 % dos homens. O problema é tido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das doenças que mais incapacitam o ser humano. O especialista americano chegou ao tratamento curiosa por meio de cirurgias estéticas feitas na região frontal/superior da face dos pacientes, que relataram melhora nas dores de cabeça causadas pela enxaqueca.

De acordo com o cirurgião plástico Paolo Rubez, da clínica MedPrimus, em São Paulo existem quatro principais tipos de cirurgia para migranea, dependendo do local de início das dores de cabeça. Apesar disso, o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto. "Para cada um dos tipos de dor existem acessos diferentes para tratar os ramos do nervo, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. Cada cirurgia foi desenvolvida para gerar a menor alteração possível na fisiologia local", esclarece o especialista brasileiro.

O procedimento cirúrgico contra enxaqueca é pouco invasivo e têm o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital envolvidos nos pontos de dor. O conceito por trás dos procedimentos é de que os ramos periféricos destes nervos, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, são irritados pela compressão das estruturas ao seu redor, como músculos, vasos, ossos e fáscias. Isto gera a liberação de substâncias (neurotoxinas) que desencadeiam uma cascata de eventos responsável pela inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro, que irão causar os sintomas de dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som.

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