Ter objetos 'inteligentes' pode ser arriscado para os usuários

Especialista fala sobre como a Internet das Coisas (IoT) pode comprometer a segurança

por Encontro Digital 14/07/2017 15:04

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Um grande exemplo de como a Internet das Coisas faz parte de nossa vida são as TVs inteligentes, ou smartTVs, que permitem ter acesso a aplicativos diversos (foto: Pixabay)
Com presença ainda tímida na realidade brasileira, a Internet das Coisas (IoT) vem ganhando espaço com o passar dos anos. A ideia da IoT é ter objetos utilizados no dia a dia conectados em rede, para que possam ser controlados à distância por computador ou pelo smartphone e, assim, proporcionem mais praticidade e dinamismo à vida dos usuários.

As smartTVs (TVs inteligentes) são, atualmente, um bom exemplo de como funciona a Internet das Coisas. Com acesso à rede mundial de computadores, elas podem ser usadas para acessar aplicativos diversos, como redes sociais e de streaming de música e filme. A tecnologia pode se estender de forma adaptada a outros objetos, eletrônicos ou não: tênis com conexão GPS para auxiliar em trilhas; geladeiras que mudam a potência em horários programados ou podem ter a porta bloqueada por senha; e fogões que cozinham 'sozinhos' por acesso remoto.

As novidades trazem praticidade a muitas tarefas rotineiras, mas podem representar um perigo para a segurança de dados dos usuários, alerta a professora Christiane Santos, do Instituto Federal de Goiás. "A partir do momento em que você coloca inteligência em um aparelho, não se sabe se aquela empresa, que antes se preocupava apenas em manter seu alimento resfriado, também está preocupada em manter a segurança da sua informação. Acaba que você tem uma série de dispositivos que ficam te ouvindo o tempo todo", comenta a especialista, que é pesquisadora em engenharia elétrica e computação.

De acordo com Christiane, aplicações da Internet das Coisas, como a automação residencial, podem trazer muitas soluções e tornar uma casa, empresa ou qualquer outro local inteiramente inteligentes. No entanto, é necessário ficar atento às configurações dos equipamentos utilizados para evitar casos de espionagem. "As empresas têm interesse em ter os dados", alerta a pesquisadora. Segundo ela, com as informações pessoais coletadas, os fabricantes podem identificar padrões de comportamento e entender qual são os interesses dos consumidores.

Em fevereiro deste ano, autoridades alemãs fizeram um alerta contra uma boneca que poderia ser hackeada para monitorar as crianças. A ideia do objeto, afirma Christiane Santos, era interessante, semelhante a uma babá eletrônica. "A boneca conversava com as crianças com a voz dos pais, e eles podiam ver as crianças pelos olhos do brinquedo", conta a professora. No entanto, a conexão da boneca à internet deixava as crianças em situação vulnerável devido à configuração do produto: "os dados [da interação] ficavam armazenados e podiam ser usados para espionar", explica.

Como se proteger

Ficar atento à configuração dos dispositivos é fundamental para manter a segurança da informação nos dispositivos conectados em rede. A pesquisadora alerta que muitas pessoas têm o hábito de manter o padrão que vem de fábrica em todos os aparelhos. "A maioria, quando compra um dispositivo, simplesmente não lê o manual e o instala em casa. Muitos roteadores têm senhas padrões e as pessoas deixam desse jeito", afirma Christiane.

Para quem não tem familiaridade com a tecnologia, mas gostaria de utilizar essas ferramentas, ela recomenda pesquisar sobre os equipamentos antes de comprar. "Na internet, existem muitos vídeos e materiais que podem dar uma ideia sobre as possíveis vulnerabilidades dos produtos e como eles foram produzidos. Esse pode ser um bom caminho para se proteger", avalia a pesquisadora.

(com Agência Brasil)

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