Estudo mostra que consumo colaborativo está crescendo no país

A principal área dessa nova forma de consumo ainda é a hospedagem em casa de terceiros

por Encontro Digital 11/08/2017 09:52

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Airbnb.com.br/Reprodução
O site Airbnb é um exemplo de hospedagem compartilhada, a principal forma de consumo colaborativo no Brasil, segundo o estudo do SPC Brasil e da CNDL (foto: Airbnb.com.br/Reprodução)
Uma pesquisa inédita do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que o consumo colaborativo vem crescendo no país. Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros, por exemplo, já trocaram a hospedagem em hotel por casas de terceiros.

Esse tipo de hospedagem é uma das formas mais conhecidas de consumo colaborativo e foi apontada por 40% dos entrevistados como uma das mais usadas. As caronas para o trabalho ou a escola (39%), o aluguel de roupas (31%) e o de bicicletas (17%) são as demais formas de consumo compartilhado mais buscadas pelos brasileiros.

De acordo com o estudo, 79% dos consumidores dizem que a economia compartilhada torna a vida mais fácil e 68% acham que podem passar a adotá-la em no máximo dois anos. A vantagem dessa forma de consumo é a economia de dinheiro (segundo 47% dos entrevistados) e evitar o desperdício (46%), mas 47% apontam a falta de confiança nas pessoas como barreira para a adoção desse modo de consumo. No geral, 71% dos consumidores dizem que ações de economia compartilhada podem enfrentar problemas no Brasil pelo fato de as pessoas não serem confiáveis.

"Os resultados indicam que os brasileiros começam a despertar interesse pelo consumo colaborativo, ao qual ainda aderem de maneira tímida. Talvez porque a economia compartilhada traduza, essencialmente, um jeito novo de encarar as coisas, e nem sempre as pessoas estão abertas a mudanças tão significativas em seus hábitos de consumo", destaca Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

Entre as práticas de consumo colaborativo que os brasileiros nunca adotaram, mas às quais se mostram propensos a aderir, está o aluguel de bicicletas e o compartilhamento do ambiente de trabalho (co-working), ambos apontados por 36% dos entrevistados.As práticas que despertam menos interesse são as de hospedagem de animais de estimação em sua própria residência (41%) e o cohousing, aluguel de casa com espaço e recursos compartilhados (37%).

(com Agência Brasil)

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