Avaliamos os apps Cabify, Uber, Easy Taxi e 99 Taxis

Eles são os principais aplicativos de transporte privado de passageiros que operam em Belo Horizonte. Discussão em torno da regulamentação das plataformas digitais está no Senado e quer municipalizar o serviço

por Rafael Campos 16/05/2017 14:07

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Gladyston Rodrigues/EM/DA Press e Jair Amaral/EM/DA Press
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press e Jair Amaral/EM/DA Press)
O futuro dos aplicativos de transporte privado de passageiros está sendo decidido em Brasília. O projeto de lei 5587/16 quer colocar freios no serviço que avança a passos largos nas capitais brasileiras. A proposta, que está no Senado, é de municipalizar as ferramentas como Uber, dos Estados Unidos, e Cabify, do México, que fazem sucesso por aqui. Assim, os motoristas teriam de arcar com o Imposto sobre Serviços (ISS). Caberá aos municípios a fiscalização, cobrança de impostos e emissão de Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) de prestação de serviço. O motorista teria também de se inscrever no Instituto Nacional do Serviço Social (INSS).

As empresas que gerenciam os aplicativos rechaçam a proposta. "Trata-se de uma lei retrógrada que não regula a Uber no Brasil, mas tenta transformá-la em táxi", afirmou a assessoria de imprensa da plataforma californiana. A empresa, que inaugurou esse tipo serviço no país, acrescentou que continua apostando no debate que acontecerá no Senado para reverter o jogo. O app chegou a BH em dezembro de 2014. O número de parceiros na capital mineira não é revelado, mas a Uber diz  que são mais de 50 mil em todo o país.

A Cabify é mais recente nas vias belo-horizontinas. Chegou em outubro de 2016. Também por questões estratégicas o aplicativo não informa a quantidade de motoristas cadastrada. Segundo a assessoria de imprensa, mais de 150 mil condutores estão "interessados em fazer parte da plataforma". Ao contrário do concorrente da Califórnia, a Cabify ainda não opera em todas as regiões da capital. Atualmente, os moradores conseguem solicitar viagens a partir da região Centro-Sul e de parte das regiões Oeste, Norte, Noroeste e Leste. Recentemente, o app alcançou o aeroporto internacional de Confins e o segmento corporativo. A plataforma se junta à concorrente contra o projeto que está sendo discutido no Senado. "Tais mudanças inviabilizam o modelo atual de negócios dos aplicativos intermediadores, vão contra a voz da população e simbolizam um retrocesso ao movimento que acontece hoje no país - e no mundo - em prol da mobilidade urbana", afirmou a empresa.

Evandro Pinho, de 23 anos, está apreensivo sobre os moldes da regulamentação. Ele é parceiro da Cabify há quatro meses e está satisfeito com o trabalho que o auxilia nas despesas da faculdade de engenharia elétrica. O motorista diz que seus passageiros também estão felizes. Sua nota é 4,9 em 5, na avaliação da plataforma. "Sou educado. Isso não se aprende. Você é ou não é", diz.

Se tais aplicativos terão vida longa por aqui, só o tempo ou o Senado dirá. Enquanto a discussão acontece, Encontro avaliou os principais aplicativos que operam em BH: Uber, Cabify, 99 Táxi e Easy Táxi - esses dois últimos intermediam corridas com táxi. Quatro funcionários da Encontro solicitaram as viagens em três dias e horários diferentes. Uma delas foi em uma véspera de feriado. Uber e Cabify ficaram consideravelmente mais baratos, com uma leve vantagem para o segundo. Confira os outros resultados.

Como foi feito

Quatro funcionários de Encontro solicitaram corridas do próprio endereço: Rua Buenos Aires, 10, Carmo. Foram três dias de testes: dia 20/04, às 16h30; 24/04, às 11h; e 25/04, às 14h. Os destinos foram Palácio %u2028das Artes, na avenida Afonso Pena, no Centro; DiamondMall, na avenida Olegário Maciel, no Lourdes, e UNI-BH, na avenida Professor Mário Werneck, no Buritis, respectivamente.

O teste não tem validade científica.

Confira o teste da Revista Encontro com os principais apps de transporte privado de passageiros que operam em BH:

(clique na imagem para ampliar)


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