Em Lourdes, não faltam boas opções de bares e restaurantes

O badalado bairro concentra o maior número de bons estabelecimentos da cidade. Quer sair para jantar sem correr riscos? Vá para lá

por Rafael Rocha 29/06/2017 10:03

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Alexandre Rezende/Encontro
O empresário Matheus Mourthé, do Olga Nur: "Aqui tem um charme e energia que eu nunca vi em outro lugar" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Seja qual for o dia da semana, quando dá aquela vontade de sair para almoçar ou jantar em um bom restaurante, é quase certo que o destino acabe sendo o bairro de Lourdes. Não importa se a preferência é por um menu francês, japonês, chinês, italiano ou mesmo por um saboroso pedaço de pizza. Ir a Lourdes para provar as delícias que saem de suas casas gastronômicas é quase inescapável. Também pudera: a região concentra uma incomparável lista de bons bares e restaurantes, que vão do chique ao mais despojado. É sentar e fartar-se.

A fama gastronômica não é recente. Décadas atrás, essa tradição teve início com restaurantes frequentados pela sociedade da época, como Tip Top e Bar do Primo, que tinha entre seus clientes empresários e políticos como Juscelino Kubitscheck. O cinquentão Tizé foi outro que ajudou no boca a boca e alicerçou o caminho boêmio até os dias atuais. Mas foi o surgimento de restaurantes sofisticados que impulsionou o cardápio gastronômico do bairro.

Pedro Nicoli/Encontro
A chef Marise Rache, que comanda o bistrô D%u2019Artagnan: "Minha praia é fazer comida benfeita" (foto: Pedro Nicoli/Encontro)
Hoje esses locais acabam funcionando como a sala de estar dos moradores dali. "Em vez de receber as visitas em casa, as pessoas daqui recebem os amigos nos restaurantes do bairro", diz Jeferson Rios, presidente da Associação da Praça Marília de Dirceu e Adjacências (Amalou). Para ele, a oferta generosa de casas gastronômicas rende ainda um clima mais amistoso às ruas da região. Tanto que Jefferson faz questão de divulgar os restaurantes do bairro na rádio que a associação mantém.

"Aqui tem um charme e energia que eu nunca vi em outro lugar", resume o empresário Matheus Mourthé, um dos caçulas do bairro. Seu maior empreendimento, o Olga Nur, que ocupa a disputada esquina das ruas Curitiba com Tomás Gonzaga, incorporou-se à constante efervescência de sabores da região. No restaurante, não é somente o que chega no prato que chama atenção. A coquetelaria esmerada é atrativa, mas fica difícil competir com o teto, que exibe 80 mil pendentes de madeira com ondulações. Por isso, a freguesia investe bastante nas selfies. "O Lourdes é o coração da cidade. É um bairro fantástico, não consigo achar um defeito sequer", diz o empolgado proprietário, que mora a poucos metros do restaurante. Há motivos de sobra para tanto êxtase, afinal, desde que Matheus fincou os pés no bairro, em dezembro de 2013, seus negócios só prosperam. A primeira aposta foi arrematar o Tizé, um dos bares mais citados naquelas ruas e destino de uma turma na faixa dos 30 anos. Pouco mais de um ano depois nascia ali em frente o já citado Olga Nur. Atualmente, Matheus mantém também um empório de hortifrútis. "É um bairro de oportunidades que atrai um público cheio de referências internacionais."

Gustavo Andrade/Encontro
Rodrigo Fonseca, chef do Taste Vin: "Nosso menu tem um perfil clássico renovado. Houve época de espumas e comida molecular, mas não aderimos a modas passageiras" (foto: Gustavo Andrade/Encontro)
É comum esbarrar com os chefs indo a pé para seus restaurantes, assim como faz Rodrigo Fonseca, à frente do Taste Vin, o restaurante francês que é um dos mais premiados e longevos da cidade. Com quase três décadas de vida, a casa acostumou-se a receber até três gerações da mesma família. É uma clientela que não abre mão de saborear algumas pérolas do cardápio, como o camarão à provençal e os famosos suflês, que fazem sucesso desde a abertura. Invencionices não entram na cozinha, conforme esclarece Rodrigo. "Nosso menu tem um perfil clássico renovado. Houve época de espumas e comida molecular, mas não aderimos a modas passageiras", disse o dedicado chef, diretamente de Londres, onde passava uma temporada em busca de estudos na área de vinhos.

A mesma serenidade exibe Marise Rache, a chef que comanda o bistrô D’Artagnan, fundado em 2001. "Não quero inventar nada. Privilegio a qualidade dos produtos. Minha praia é fazer comida benfeita", revela Marisa. Trata-se de humildade em exagero para quem serve delícias que fazem os comensais salivar e sempre retornar, como as famosas costeletas de cordeiro com cuscuz marroquino. É essa união entre clientes de paladares exigentes, chefs competentes e empresários compromissados, todos convivendo em um ambiente dos mais amistosos, que rende ao Lourdes a alcunha de o bairro mais apetitoso da capital mineira.

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