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  precaução
 
| Simone Soares |
Com o início das chuvas, é importante cuidar da higiene das baias e currais para evitar doenças nos cascos, que podem causar queda significativa na produtividade


Melhor prevenir
do que remediar

 
 

Ninguém imagina o quanto as chuvas ou a umidade podem atrapalhar a produtividade do gado. A estação chuvosa é propícia para a proliferação de doenças nos cascos, o que incomoda os bovinos e também o produtor, que tem de mexer no bolso para cuidar do rebanho. "As lesões podais em bovinos representam uma preocupação cada vez mais

 


cuidados
O tratamento inclui lavagem, aplicação de iodo, antibiótico e troca de curativos a cada dois dias



orientação
Fábio Franco, gerente do
laboratório Pfizer, alerta para a escolha de medicamentos específicos para o gado leiteiro


machucados

Infecções causadas por germes podem provocar graves lesões nos cascos
dos animais

 

freqüente", afirma o veterinário Luiz Ristow, diretor técnico da Tecsa Laboratórios. Laminite, flegmão, linhabranca, pododermatite são doenças de origem infecciosa e têm como agente um germe ambiental, que se aproveita de pequenos machucados na pele e ocasionam alteração significativa na estrutura do animal. Elas são responsáveis por lesões, hematomas e abscessos (inflamação aguda com acúmulo de pus).

"As contaminações podem ocorrer pela falta de conforto que o produtor expõe os animais, como excesso de umidade e falta de limpeza dos pisos dos currais", afirma o veterinário, especialista em podologia de bovinos, Ângelo Wosniacki. Os ferimentos podem parecer inofensivos, mas, com o passar dos dias, aumentam, e a produção de leite e de carne começa a cair devido à dor que o animal passa a sentir com o peso do próprio corpo. "As doenças podem causar perdas significativas, como 20% na produção e no atraso da concepção", explica Wosniacki.

Este tipo de problema é comum em rebanhos leiteiros, pois há concentração de animais numa mesma área. Nas vacas, os comprometimentos são na alimentação e na produção de leite, mas as conseqüências maiores são nos touros, pois esses animais podem ficar debilitados e ainda deixam de cumprir suas funções como reprodutores. "A solução para combater os germes é a higienização no local, como limpar os pisos de acesso duas ou três vezes por dia. E fazer pedilúvio, casqueamento corretivo e preventivo, dar conforto adequado aos animais, evitando que eles fiquem muito tempo de pé", indica Wosniacki. Segundo o veterinário, são medidas de prevenção simples, que podem evitar prejuízos. Alimentação balanceada, lavagem dos pés e serviços de casqueamento com profissionais capacitados ajudam nesta prevenção.

Se contaminado o animal, a primeira providência é diagnosticar a causa. Logo após, iniciar o tratamento, com lavagem do pé lesionado, aplicação de iodo, antimicótico ou antibiótico, além de trocar os curativos a cada dois dias. O gerente de produtos da Unidade de Negócios Bovinos da Divisão de Saúde Animal da Pfizer, Fábio Franco, dá uma dica importante: "um cuidado especial que o produtor deve ter com os rebanhos leiteiros é usar antibiótico que permita tratar o animal sem descartar o leite".

Como evitar as lesões

:: Retirar lama e fezes do local de passagem dos animais;
:: Manutenção e limpeza diária dos lava-pés;
:: Casqueamento corretivo em todos os animais;
:: Aplicação de cal virgem nos locais de concentração dos bovinos.

   
   
 
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