| Carolina Godoi |
Agronegócio nos trilhos

Os grãos de Minas Gerais têm um caminho mais fácil para o mar com o novo Terminal Intermodal de Pirapora (TIP). Com ele, o corredor do noroeste do estado se torna importante local de escoamento – principalmente de soja, milho e feijão – com a moderna ligação com o Porto de Tubarão, em Vitória (ES). Isso será feito por meio da ferrovia Centro-Atlântica e pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), totalizando mil quilômetros de extensão. A aposta é transformar o noroeste mineiro numa verdadeira potência agrícola internacional.
O terminal teve investimentos iniciais de 300 milhões de reais feitos pela Vale, FCA e o governo do estado. Outros 4 bilhões de reais foram investidos somente na estrutura da FCA e na recuperação do trecho Pirapora-Corinto. Até dezembro deste ano, o TIP deve movimentar 600 mil toneladas, mas a expectativa é que a partir de 2013, movimente 2,6 milhões de toneladas de grãos anuais.
Construído numa área de quatro hectares, o recém-inaugurado terminal tem capacidade de carregamento de seis mil toneladas de grãos por dia. O empreendimento está fora do perímetro urbano e conta inicialmente com dois silos de armazenagem, com capacidade de 3 mil toneladas cada um, além de equipamentos para descarga de caminhões e embarque de granéis nos vagões. Ainda estacionamento para carretas, para atender até 200 caminhões, além de balanças rodoviária e ferroviária.
O presidente da FCA, Marcelo Spinelli, ressalta que metade do custo da produção de grãos é gasto com logística, daí a importância do investimento. “Os agricultores locais já estão ganhando quatro reais por saca com o terminal, e produtores de todas as regiões do Brasil estão comprando terras para plantar aqui”, afirma. Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Gilman Viana, cerca de 600 carretas por dia para escoar a produção vão deixar de fazer o trajeto, aliviando as rodovias.
O prefeito de Pirapora, Warmillon Fonseca Braga, espera geração de mais 20 mil empregados diretos, só na cadeia produtiva”. E esta é apenas a primeira etapa de investimentos garante o presidente da Vale, Roger Agnelli, que espera no futuro transformar o terminal em ponto de escoamento para o álcool da região.
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