| Rafael Campos |
Esperança renovada


Reabilitar é dar chance à vida, tornando-a melhor para milhares de crianças com algum tipo de deficiência física ou mental. Esse é um dos principais lemas da Associação Mineira de Reabilitação (AMR), que há 45 anos atua em Belo Horizonte e região.
Parceria fechada recentemente com o Fundo da Infância e Adolescência (FIA), recebendo apoio de importantes empresas do estado, irá possibilitar o atendimento de aproximadamente 800 crianças e adolescentes, dentro do projeto de Inclusão Esportiva. O programa conta com amparo do Ministério de Esportes e do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente. “Existe a demanda de 3 mil crianças com necessidades especiais apenas no entorno de BH, por isso estamos ampliando instalações e buscando apoio privado”, revela Ângelo Mendes, presidente da AMR.
Para ser acolhida na instituição, é preciso que a família da criança seja comprovadamente carente, para em seguida ser diagnosticada por ortopedistas ou neurologistas pediatras. A par da deficiência, o corpo clínico traça um plano de tratamento específico para o paciente. A AMR presta assistência de maneira integrada, com especialidades como: terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, neurologia, psicologia, sem custos para as famílias. Patrícia Crepaldi, coordenadora clínica de reabilitação, explica que das 470 crianças que atualmente estão sendo tratadas na instituição, cerca de 70% chegaram com deficiências graves. “A medicina avançou, o que faz com que as crianças sobrevivam, porém, com sequelas”.
Para facilitar a reabilitação, a entidade mantém, desde 1972, oficina ortopédica, na qual órteses são produzidas e equipamentos terapêuticos são adequados ao paciente. Atualmente, o espaço está em reformas, graças ao apoio da iniciativa privada. A ideia é que a oficina se transforme no carro-chefe da AMR para a captação de recursos. Para o presidente Ângelo Mendes, as empresas estão dispostas a ajudar. “O desafio de qualquer entidade filantrópica é se manter, pois dependemos da boa vontade dos outros”. Sérgio Bruno, vice-presidente da associação, destaca o apoio de pessoas comuns para manter e aumentar o número de pacientes. A entidade conta com 90 voluntários e 95 funcionários. “Existem pessoas que têm um papel especial, o de ajudar a melhorar a vida dessas crianças”.
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