| Fernanda Nazaré |
Vacina: Minas na luta contra gripe A

Minas Gerais pode ter papel de destaque no combate à influenza A, principalmente no desenvolvimento de vacinas. Utilizando biologia molecular, virologistas do Centro de Pesquisas René Rachou, unidade mineira da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pesquisam vacinas para os vários tipos de gripe e outras doenças. Coordenador dos trabalhos, Alexandre Machado afirma que Minas Gerais tem um sistema de genética, pioneiro no país, possível de ser trabalhado na produção de vacinas para conter pandemias, como a da gripe suína, classificada como tal pela Organização Mundial de Saúde.
A equipe de Machado trabalha com a técnica de recombinar o vírus com componentes de outras doenças, gerando vacinas que possam imunizar animais e humanos. Atualmente, há um projeto aprovado pelo Ministério da Agricultura que permite ao centro René Rachou pesquisar vacinas para serem aplicadas em porcos contra a toxoplasmose. Testes de vacina contra a influenza A – H1N1 já estão sendo feitos, mas apenas em camundongos. “Havendo interesse por parte dos órgãos competentes, nosso grupo pode contribuir para o desenvolvimento de uma vacina contra a gripe A, utilizando esta tecnologia. Seria muito importante que o Brasil dominasse a produção de vacinas em escala industrial”, afirma Alexandre.
Por enquanto, a única maneira de se proteger contra o H1N1 é a prevenção. De acordo com a diretora da Sociedade Mineira de Infectologia, Tânia Marcial, “cada cidadão deve ter o cuidado de ao tossir cobrir a boca e o nariz com guardanapo de papel. É importante também lavar as mãos com água e sabão, e de preferência aplicar álcool. São pequenos cuidados que podem fazer toda a diferença.”
O Instituto René Rachou (Fiocruz) foi criado para apoiar o desenvolvimento de vacinas contra doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica, aquelas que não gerariam lucro para as empresas comerciais. Baseando-se em resultados obtidos previamente e na importância da doença em saúde pública, foram escolhidas seis vacinas como objeto de estudo do instituto: vacinas contra dengue, doença de Chagas, leishmaniose, leptospirose, malária (Plsmodium vivax) e toxoplasmose.
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