| André Lamounier |
A Gastrô e o livro

Em setembro próximo, juntamente com a edição de Encontro circulará a anuário Encontro Gastrô, guia que reúne o que há de melhor em BH e em Nova Lima para comer, beber e se divertir. A publicação é referência absoluta de leitura e consulta por sua credibilidade e isenção no processo de escolha. Neste ano, a fim de torná-lo ainda mais transparente, participativo e sério, Encontro decidiu ouvir também o seu voto, através da internet. Acesse o site www.revistaencontro.com.br, vote e ajude a eleger o melhor da cidade.
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Quando li o livro Aprendi com meu pai, do jornalista Luís Colombini, fiquei emocionado. Não só pela beleza dos depoimentos que a obra traz, mas porque, inexoravelmente, sua leitura nos remete a pensar na relação que temos com nossos próprios pais.

Quando estava planejando a matéria de capa desta edição, juntamente com a editora Neide Magalhães, lembrei-me do livro e surgiu a idéia. Que tal colhermos depoimentos de mineiros ilustres em diversos setores da sociedade – saúde, economia, política, moda e futebol? Tais depoimentos completariam a matéria principal que mostra como o comportamento dos pais, frente ao trabalho, está mudando com a chegada dos filhos. “A vida é efêmera, nada justifica perder a convivência com os filhos”, disse o personagem de capa da reportagem, Casildo Quintino, cuja história é de uma beleza de arrepiar (veja matéria na pág. 28). A tarefa de fazer tal matéria foi entregue à jornalista Carolina Godoi, capaz de unir bom texto e apuração refinada, sua marca registrada. Mãe do pequeno Davi, de 4 anos, a ela foi entregue a seguinte missão: colocar-se no lugar de um pai, para conseguir captar toda a emoção dos personagens. Carol é do tipo que mergulha naquilo que faz. Antes de colher os depoimentos, leu o livro. O resultado está na belíssima reportagem que fez.
Por fim, uma triste notícia. No início de julho deste ano, faleceu o jornalista Klaus Tavares, referência no jornalismo mineiro quando o assunto era agronegócios. Ex-colaborador de Encontro (trabalhou na revista Encontro Rural), Klaus era sujeito íntegro, bom caráter e grande coração. Quem com ele conviveu sabe que em quase toda roda de que participava havia um assunto que era recorrente: seu pai, Elias Tavares, outro símbolo no agronegócio mineiro. Para aqueles que o conheceram, Klaus Tavares deixa como aprendizado o carinho com que tratou seu pai. Foi um exemplo da força impressionante que une pai e filho.
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