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Tecnologia

| João Paulo Martins |


Discos blu-ray chegaram para mudar o mercado de entretenimento trazendo mais qualidade e realismo


A vez do raio azul

* Geraldo Goulart
Bruna Costa adora tecnologia e diz estar fascinada pelo blu-ray

As fitas VHS foram aposentadas pelo disco DVD em 1997. Agora, o mercado está caminhando para o en­tretenimento em alta definição através do blu-ray, ou raio azul, devido à cor do laser de leitura.

Com capacidade para a­té 50 gigabytes, equivalente a cinco DVDs de ca­mada dupla, o blu-ray  consegue re­produzir três horas de vídeo em alta definição (até 1.080 linhas). A­lém dis­so, já traz como padrão o áudio em 7.1 canais. “Ele (blu-ray) nasceu co­mo u­ma evolução da tecnologia e por uma necessidade de mercado que exigia melhor qualidade de som e imagem, coisa que o DVD não era mais capaz de entregar”, afirma Nando Ro­drigues, editor executivo da revista PC World, especializada em tecnologia.

Para quem quer comprar um leitor de blu-ray, existem três possibilidades: drive interno para computador, videogame Playstation 3 e blu-ray pla­yer para televisão. A escolha de­pende da necessidade de uso e do cus­to. O i­tem mais barato é o drive para compu­tador que custa a partir de 400 reais. Quem quer mais diversão, pode ad­quirir o Playstation 3, da Sony, com preço médio de 1.700 reais, e possui ainda HD interno e conexão de internet wireless. Já os blu-ray players têm custo variado, mas o preço reflete os impostos, como diz Nando Rodrigues: “Pode-se encontrar na Amazon.com um player blu-ray por 199 dólares. O modelo mais barato que se encontra nas lojas de comércio eletrônico no país não sai por menos de 900 reais”. Todos são capazes de ler DVD, mas é preciso saber área do disco (de 1 a 4) e do tocador. É bom lembrar também que, para ter a melhor performance de seu equipamento, a televisão, tanto LCD quanto plasma, deve ser high definition (al­ta definição).

A analista de sistemas Bruna Costa adquiriu um drive blu-ray para computador, conectou-o à sua televisão de alta definição, e se diz muito satisfeita: “Sou apaixonada por filmes, seriados e afins. Gosto muito de tecnologia. Quando começaram a fa­zer propaganda da novidade, fiquei in­teressada. Foi a melhor coisa que fiz, pois é muito mais barato que os players e lê tudo”.

A diferença de qualidade entre a imagem gerada por um DVD, que tem 480 linhas de resolução, e o blu-ray, que aceita até 1.080 linhas, é drástica. Além de melhor brilho e contraste, as cenas são mais detalhadas e parecidas com a realidade. “Fez muita diferença comparado com o DVD. Um grão de areia que era um borrão, agora é bem nítido”, explica Bruna Costa.

Os discos de blu-ray são divididos em regiões: A, B e C. E o Brasil saiu fa­vorecido por estar na mesma área dos Estados Unidos. Muitas videolocadoras já disponibilizam a nova mídia pa­ra aluguel, mas a quantidade e variedade ainda é limitada. “Para alugar, eu vejo alguns problemas. Nem todas tem blu-ray. Quando têm são mais an­tigos, difícil achar lançamento. Acho que em Belo Horizonte a moda ainda não pegou. Como a mídia é muito ca­ra, as locadoras não investem muito”, reclama Bruna Costa.

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