| Simone Dutra |
15 anos de novidades

O evento que se tornou referência na área de arquitetura, decoração, design e paisagismo completa sua 15ª edição com bom gosto e sofisticação nos 61 ambientes, assinados por mais de 80 profissionais, expostos em dois casarões, localizados em frente à lagoa da Pampulha. Com o tema sustentabilidade, Casa Cor homenageia Roberto Burle Marx, consagrado na história do paisagismo, em comemoração aos 100 anos de seu nascimento. A mostra, desde sua inauguração, é responsável por inspirar muitos profissionais na hora de decorar a residência de seus clientes. Lá surgiram alguns ambientes, como home theater, sala de convivência, cozinha gourmet, escritório em casa, closet, lavabo, loft, estar íntimo, entre outros, que antes não fazia parte do cotidiano das pessoas e hoje, em qualquer projeto de arquitetura, tem seu lugar garantido.

A design de interiores Dodora Gontijo participou da primeira edição da mostra em 1995 com o ambiente Hobby do Dono da Casa. Nesta exposição ela criou a sala de convivência, em homenagem ao arquiteto londrino Gianni Botsford. “Este ano é muito especial porque tive a oportunidade de realmente expor meu trabalho, pois construí todo o ambiente”, afirma. Dodora revela que há 15 anos os espaços eram muitos diferentes, principalmente em relação à funcionalidade. “Para se ter ideia, muitos armários e portas não funcionavam. Antes era mais teatral e também um desfile de moda. Hoje a evolução é notável, as coisas são mais reais”, recorda. A design ressalta que além de trazer mais cultura, em nível de decoração para o público, a mostra acaba despertando neles o desejo de terem uma casa mais arrumada e bonita. “Por isso é que me atualizo e procuro sempre levar soluções novas”, revela.

Organizar um evento dessa magnitude não deve ser nada fácil. Por isso, o organizador Ernesto Lobato afirma que o trabalho dura o ano inteiro, e as obras aproximadamente 60 dias antes da exposição. “A casa deve ter bastantes elementos, tem que ser grande, além de boa área externa e disposição para restaurante”. Lobato acrescenta ainda que a parte tecnológica avançou significativamente. “O conceito de home theater, por exemplo, hoje, é de um cinema em casa, com televisores cada vez mais finos e maiores. Antigamente, era apenas um televisor grande na sala”. E essa progressão tecnológica na Casa Cor foi levada por várias empresas, dentre elas a Versão Brasileira, que é voltada para áudio, vídeo e automação. “Nesta edição estamos participando em aproximadamente 25 ambientes. E a cada ano levamos equipamentos de última geração, como o controle de todos os equipamentos eletroeletrônicos pelo aparelho iPhone”, anuncia.

Para a decoradora Gislene Lopes, participar da Casa Cor por dez edições seguidas amplia ainda mais seu profissionalismo perante o mercado. “É um evento muito importante para quem trabalha na área, porque ali nós podemos expor nossos projetos e ideias”, ressalta. A decoradora afirma que todas as vezes foram muito especiais para sua carreira, mas as que lhe deram mais retorno foram em 2004, com o quarto do casal e em 2006, com o living e escada. “Passei a ser mais admirada depois que comecei a fazer parte do evento. Hoje, conheço todos os profissionais, lojistas e forne-4 cedores da área em Belo Horizonte”, comenta. Gislene afirma que como o investimento é alto as criações têm que ser muito sofisticadas e inovadoras. “Como o evento abre espaço para o público em geral, procuro fazer sempre o melhor, para agradar a todos”.

Para ter um espaço na Casa Cor o profissional precisa ser muito competente, segundo a coordenadora geral do evento, Júnia Nocchi. “A escolha para participar do evento é a seguinte: fazemos pesquisa com os lojistas para saber quais estão atuando e se destacando mais e depois entramos em contato com os melhores de Belo Horizonte e fazemos o convite. Os novatos mandam currículo, portfólio e nós avaliamos”, e ressalta que “quando um profissional participa é porque ele é muito bom mesmo”. A paisagista Erly Hooper está entre os melhores, pois ela também participou da primeira edição da mostra com o ambiente chamado quintal e hoje, seu espaço é o jardim temático, fazendo referência ao rio São Francisco. “Resolvi homenageá-lo por ele nascer em Minas e ser muito importante para os mineiros. E o legal é que percebo que as pessoas ficam emocionadas quando passam por ele”, afirma a paisagista. Para conferir as novas tendências do mercado de decoração, a Casa Cor Minas Gerais fica aberta até o dia 6 de outubro, na avenida das Palmeiras, Pampulha, em Belo Horizonte.
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