NEWSLETTER:
Receba novidades da Encontro em seu e-mail
EDIÇÕES ANTERIORES:
Ano:
Mês:              
ACERVO:
Capas
Carta do Editor

| André Lamounier |


O político, o líder e o respeito

André Lamounier
André Lamounier

Nenhuma empresa consegue ven­cer por muito tempo se não tiver uma cultura forte, expressão que descreve alma, essência. Assim também são as instituições públicas, os parlamentos. Como as pessoas, as assembleias es­ta­duais têm personalidade, que po­de ser forte e marcante, ou fraca e apagada. Em geral, isso depende da alma do líder. Porque é a atuação do líder ou, no caso, do presidente de um po­der legislativo que pode gerar o amálgama que junta pessoas como um bloco. Ou pode ser um agrupamento de gente em busca de interesses indi­vi­duais e mesquinhos.
 
A Assembleia Legislativa mineira é uma dessas instituições de espírito forte. Compare-a, a título de exemplo, com o Congresso Nacional ou com o Senado dos dias de hoje, completamente divididos em grupos e facções.  Isso se deve à atuação do líder da Casa mineira, Alberto Pinto Coelho Júnior (PP), de­putado no quarto mandato consecutivo e fortemente corporativista. Foi por isso que decidimos dedicar a ele a reportagem de capa desta edição. Fomos para o cam­po, conversar com as pessoas, apurar o material, como se diz no jargão jornalístico.

Primeiro causou espanto a apa­rente unanimidade com que seus pares o elogiam. Decidimos ouvir mais gente. Checar. Não se tratava de aparência. A liderança e aceitação que Alberto Pinto Coelho consegue ter en­tre seus colegas de parlamento é im­pressionante. Da direita à esquerda, de norte a sul do estado, todos o elogiam e apoiam. “Os deputados estão todos com ele”, diz Jairo Lessa (DEM). “Porque ele é fácil de lidar, educado e principalmente companheiro”.
 
A mesma declaração proferida por Lessa, poderia ser atribuída a dezenas, muitas dezenas de outros parlamentares. Todos os consultados pela revista declararam exatamente a mes­ma coisa. Como corolário desse apoio, tornou-se o mais desejado candidato a vice do mercado. O que faz dele um vice ideal, além da enorme capacidade de aglutinar, reside no fato de que, com ele, o candidato sabe que não terá problemas. Alberto é da composição, do diálogo. É leal e absolutamente cuidadoso nos gestos – e nas palavras.

Quando se olha, por exemplo, para a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e a relação dela com seu vice, Paulo Feijó (são inimigos políticos figadais, cujas rixas começaram assim que terminaram as eleições), se entende a importância de um vice como Alberto.
 
Das frases ditas por Alberto Pinto Coelho em sua entrevista, uma chama a atenção em particular. A mesma que ouvimos desde criança de nossos pais: o que foi combinado, tem de ser cumprido. No dito popular, combinado não é caro. “Sou cumpridor de a­cor­dos”, disse ele. “O que combino com meus pares no legislativo, tem de ser cumprido lá fora, pelo executivo”. Alberto é respeitado porque sabe res­peitar os pares. Vale na Bíblia, na vida e também na política.

André Lamounier
Diretor Editorial

diretoreditorial@revistaencontro.com.br
Sugerir matéria


Mais lidas

© Editora Encontro Importante Ltda - 2009
Rua Haiti, 176, 3º andar, Sion 30.320-140, Belo Horizonte - MG, Fone (31) 2126-8000


Desenvolvido por eutsiv
uaiGo