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Em fevereiro os projetos Cinema de Bolso, que completa um ano, e Cine CCBH trazem os melhores curtas-metragens exibidos em 2011 e longas que homenageiam grandes atores brasileiros, como José Dumont, Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro e Cláudio Marzo.
Confira a programação:
– Cinema de Bolso
Dia 08
Clandestina felicidade, de Beto Normal e Marcelo Gomes
PE, 1998, Fic, PB, 15 min.
A infância da escritora Clarice Lispector: seu amor pelos animais e sua paixão pelos livros. O filme reúne alguns contos/crônicas de quando criança na cidade do Recife (nordeste do Brasil) na década de 20. Olhar curioso, perplexo, e descoberta do mundo na menina Clarice.
O Jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar, de Leo D. e William Paiva
PE, 2007, Ani, Cor, 11 min.
Quando Deus resolve criar o mundo, as coisas não saem como planejado. O sertão nunca mais será o mesmo depois que o jumento Limoeiro vem à Terra para dar um jeito na humanidade.
A moça que dançou depois de morta, de Ítalo Cajueiro
DF, 2003, Ani, Cor, 11 min.
Baseado em uma história de cordel de J. Borges, renomado artista popular e produzido inteiramente com xilogravuras originais do próprio autor, esse curta metragem em animação conta a história de um rapaz que se apaixona por uma misteriosa moça num baile de carnaval do interior, sem saber que esse encontro iria mudar a sua vida para sempre.
Ilha das flores, de Jorge Furtado
RS, 1989, Doc, Cor, 12 min.
Um tomate é plantado, colhido, transportado e colocado à venda num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. Ilha das Flores segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.
Dia 15
Assaltaram a gramática, de Ana Maria Magalhães
RJ, 1984, Doc, Cor, 12 min.
Antecipando a linguagem do videoclipe, o documentário traça o perfil dos poetas Francisco Alvim, Paulo Leminski, Waly Salomão e Chacal por meio de poemas e textos expressivos, apresentando-os de forma ficcional e performática. O filme também homenageia a poeta Ana Cristina Cesar e tem como música original “Assaltaram a gramática”, de Lulu Santos e Waly Salomão, gravada especialmente para o filme.
Os filmes que não fiz, de Gilberto Scarpa
MG, 2008, Fic, Cor, 18 min.
Conheça a incrível filmografia de um realizador cheio de projetos e roteiros, mas sem nenhum filme produzido.
A linguagem do teatro, de João Betencourt
RJ, 1966, Doc, PB, 18 min.
Toda a mágica do teatro é mostrada aos espectadores que participam dos problemas implicados nas diversas fases da montagem de uma peça - escolha, leitura, ensaio, etc., até a estréia para o público.
Dia 29
BMW Vermelho, de Reinaldo Pinheiro e Edu Ramos
SP, 2001, Fic, Cor, 22 min.
Um operário desempregado, morador de uma favela em São Paulo, ganha um carro importado num concurso: um BMW vermelho, zero quilômetro. Sua vida, que já era difícil, fica ainda mais complicada.
Noite de sexta, manhã de sábado, de Kleber Mendonça Filho
PE, 2006, Fic, PB, 15 min.
Um casal tenta manter um relacionamento à distância. Um oceano e uma noite os separam.
Jorjão, de Paulo Tiefenthaler
RJ, 2005, Doc, Cor, 18 min.
Um perfil do diretor de bateria de escolas de samba, Mestre Jorjão. Ele fala da sua relação com os ritmistas, da sua criatividade na hora de criar as famosas "Paradinhas", da polêmica que causou ao introduzir uma batida funk na bateria da Unidos da Viradouro e de como começou na bateria da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O filme traz fortes imagens da bateria da Mocidade evoluindo no desfile de carnaval na Avenida Marquês de Sapucaí sob comando do mestre e o depoimento da sua esposa que esperou vinte anos para se casar com ele.
– Cine CCBH
Dia 13
O HOMEM QUE VIROU SUCO, de João Batista de Andrade
SP, 1979, Fic, Cor, 97 min.
A história segue Deraldo, um poeta popular nordestino recém-chegado a São Paulo, onde tenta sobreviver de sua poesia e folhetos. Confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão, é perseguido pela polícia e perde sua identidade e condição de cidadão. Através de Deraldo, o filme acompanha o caminho do trabalhador migrante numa cidade grande: a construção civil, os serviços domésticos e subempregos sujeitos à violência e à humilhação. E segue a luta de Deraldo para reconquistar sua liberdade e preservar sua identidade.
Dia 14
O CORPO, de José Antonio Garcia
SP, 1991, Fic, Cor, 78 min.
O farmacêutico Xavier vive feliz com suas duas esposas, Bia e Carmem, apesar dos protestos da cidade. A santa paz conjugal só é quebrada quando Xavier arranja uma terceira esposa, Monique. Inconformadas com a traição, Bia e Carmem fazem um pacto macabro, transformando o tom farsesco inicial em tragicomédia.
Dia 15
O HOMEM NU, de Hugo Carvana
RJ, 1997, Fic, Cor, 75 min.
Sílvio Proença precisa embarcar a contragosto para São Paulo, a fim de divulgar seu novo livro. No aeroporto, encontra um grupo de velhos companheiros. Com o embarque cancelado devido a uma forte tempestade, o grupo segue para o apartamento de Marinalva, sobrinha de um dos amigos de Proença, onde o grupo dá continuidade à reunião. Seduzido pela música e pelos encantos de Marinalva, Proença passa a noite ali mesmo, despertando no dia seguinte, completamente nu. Ainda zonzo da ressaca, vai apanhar o pão deixado à porta do apartamento. É quando o vento fecha a porta e o deixa completamente nu do lado de fora.
Dia 16
BICHO DE SETE CABEÇAS, de Laís Bodanzky
SP, 2000, Fic, Cor, 88 min.
Neto é um jovem estudante de segundo grau de classe média baixa. Ele não suporta a presença do pai. O pai não se interessa pelo mundo do filho. O vazio entre eles cresce a cada dia. A distância é instransponível. A comunicação termina gerando atitudes radicais, que acabarão colocando Neto atrás dos muros de um manicômio.
Local: Centro de Cultura de Belo Horizonte
O quê: Cinema de Bolso
Data: 8, 15 e 29/02
Horário: às 12h30
O quê: Cine CCBH
Data: de 13 a 16/02
Horário: às 19h
Entrada gratuita
Informações: (31) 3277-4384
Endereço
Rua da Bahia 1.149, Centro, Belo HorizonteMapa
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Obs: Qualquer alteração que venha a ocorrer na data e horário do evento é de inteira responsabilidade dos produtores.