Editora Encontro
   
   
     
































 
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| Nayara Menezes |

Tinha tudo para dar errado. Ignorando as dificuldades e indo na contramão das leis de Murphy, eles também se redescobriram

ELES SE SUPERARAM

 
 

Ele estava no auge da carreira, fazia sucesso pelos palcos do Brasil no comando da banda LS Jack. Quando a estrela de Marcus Menna atingia o ápice, de repente, parou de brilhar. Uma cirurgia de lipoaspiração, que era para ser rotineira, marcou o início de uma longa batalha do cantor entre a vida e a morte. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória, entrou em coma e permaneceu em estado grave por 38 dias. Chegou a ser desenganado pelos médicos. Poucos apostavam na recuperação total do cantor, que ficou cerca de 20 minutos sem oxigenação no cérebro. Mas contrariando as previsões, Menna está de volta em grande estilo. Após quatro anos de luta, fisioterapia, fonoaudiologia e tratamentos médicos, ele acaba de lançar o CD “É preciso saber viver”.

"Cristiano da Matta
saiu da recuperação do coma rumo às pistas: “Até liderei parte da prova, mesmo após dois anos sem competir”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Éder Coimbra dos Santos saiu do Vale do Jequitinhonha para vencer o quadro Soletrando do Caldeirão do Huck.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Ao lado do pai, Eliezer da Silva, Flávia Fuga exibe com orgulho a foto do dia em que se graduou em Direito

 

Uma mensagem que transcreve um pouco do que ficou da experiência.

O caso de Menna e os outros que ilustram esta reportagem são alguns exemplos do significado da palavra superação. No dicionário Aurélio, superar é sinônimo de vencer, passar além, ultrapassar. Mas para entender essa palavra, não é preciso consultar o dicionário, basta conhecer a história desses quatro personagens. Cada um deles, à sua maneira, enfrentou e venceu obstáculos que a princípio pareciam intransponíveis.

É sabido que milhares de pessoas passam por situações adversas diariamente em todo o mundo. São condições dificultadores de toda ordem, desde deficiências físicas inatas, seqüelas deixadas por um trauma físico ou psicológico, e até a pobreza e falta de acesso aos direitos básicos, como saúde e educação. Porém, algumas pessoas se mostram capazes de lidar com esses problemas de forma peculiar, especial, diferenciada.

Esse é o caso da advogada Flávia Cristina Fuga. Dentro da barriga da mãe, ela era um bebê normal. Os pais aguardavam ansiosos a chegada da primeira filha do casal. Mas a luta de Flávia começou logo que veio ao mundo. O parto foi bastante complicado. A demora dos procedimentos cirúrgicos fez com que faltasse oxigênio em seu cérebro. Os minutos de espera causaram danos irreversíveis. “Ela teve o equilíbrio, a fala e a motricidade afetados”, explica o pai, Eliezer Gomes da Silva. No entanto, a parte do cérebro responsável pelo raciocínio e inteligência permaneceu intacta. E foi aí que Flávia se revelou mais especial do que os pais supunham. Apesar de todas as limitações, ela traçou um plano de vida: queria estudar e não havia nada nem ninguém que a fizesse desistir disso.

Na cidade em que morava, São José dos Campos, interior de São Paulo, não havia escolas especiais e as tradicionais não a aceitavam. Baseada na promulgação da Constituição de 1988, que estabelece que todos têm o direito à educação, a família reuniu outras crianças da cidade com algum tipo de deficiência e com o mesmo desejo de Flávia. O prefeito então ordenou que se abrisse a primeira sala para crianças especiais da cidade. Hoje aos 26 anos, Flávia se formou em Direito e foi aprovada no exame da Ordem dos Advogados. “Foi a maior vitória que tive. Hoje sei que tudo é possível, todos os sonhos se realizam”.

Para o médico psiquiatra Luiz Alberto Py, casos como os de Flávia e Menna têm uma explicação: a auto-estima. “Essas pessoas que demonstram capacidade de superação acima da média dedicam grande amor a si mesmas e, por isso, conseguem ultrapassar barreiras”. Em seu livro lançado recentemente É preciso saber amar, o psicanalista faz a seguinte avaliação: “Quem não tem nada também não tem nada a perder. No fundo do poço, há duas saídas: morrer, no sentido real ou no simbólico, ou recuperar totalmente a auto-estima e partir para uma nova vida”.

E quem escolheu a segunda opção foi o piloto mineiro Cristiano da Matta. Ele sofreu grave acidente durante os treinos da Champ Car, em agosto de 2006. Ficou em coma por 25 dias e teve que se submeter a tratamento nos Estados Unidos e em Belo Horizonte, onde passou por verdadeira maratona de fisioterapia e fonoaudiologia por quase dois anos. Em maio deste ano, já recuperado, participou de uma prova na categoria Grand AM, pela equipe Bob Stallings
Racing. “Na corrida, me senti 100%4 e ainda liderei parte da prova, mesmo após quase dois anos sem competir”, comemora Cristiano.

Força de vontade acima da média? Necessidade de superar desafios? Talvez seja ainda mais simples. “Algumas pessoas se entregam, pensam que a vida acabou. Outras decidem lutar pela vida, resolvem tentar superar o trauma”, diz a psicóloga e psicanalista Regina Rozenbaum, especialista em psicologia hospitalar. Segundo a especialista, o que irá definir o trauma psíquico é exatamente a forma como a pessoa lida com a situação. “Trauma é uma palavra que vem do grego e significa lesão, ferida causada por um agente externo e que afeta o indivíduo”. Algumas vezes um mesmo evento vivenciado por pessoas diferentes deixa seqüelas completamente distintas. “A explicação para isso vai muito além da ciência. Tem a ver com auto-estima, poder de superação e até mesmo com fé e espiritualidade”, avalia a psicanalista. Marcus Menna que o diga. Ele é espírita, e quando questionado se chegou a pensar que não poderia voltar para a música, foi categórico. “Nem pensei nessa hipótese. Sempre tive muita fé”.

Além da fé, Menna e Cristiano da Matta destacam o apoio da família como essencial para a recuperação. A neurocientista Lúcia Braga, presidente e diretora-executiva da Rede Sarah Kubitschek – referência em reabilitação – endossa que o afeto da família, dos amigos e dos profissionais envolvidos no tratamento é muito importante. Mas destaca o empenho, a força de vontade e a participação do paciente. “Sem isto a equipe de saúde não consegue atingir nenhum resultado em termos de neurorreabilitação”. São inúmeros os exemplos de recuperação acima das expectativas. “Já tivemos casos que foram analisados em outros centros e considerados como sem possibilidade de melhora e as pessoas acabaram voltando a trabalhar ou a estudar”, relata Lúcia.

E não é só na área de saúde que temos belos exemplos de superação. O menino Éder Coimbra dos Santos emocionou o Brasil ao vencer o concurso Soletrando, no programa global, Caldeirão do Huck. Nascido na zona rural do município de Padre Paraíso, uma das regiões mais miseráveis do Vale do Jequitinhonha, Éder transpôs as barreiras da pobreza e da dificuldade de estudar. Mostrou que quando se tem determinação e força de vontade, sonhos considerados impossíveis tornam-se realidade. “Jamais imaginei aparecer na televisão. Se eu não tivesse participado do concurso, talvez nunca nem entrasse em um avião”, conta.

Éder vive com a mãe, o padrasto e três irmãos. A mãe é dona de casa e recebe o Bolsa Família. O padrasto vive de bico e não tem renda fixa. O menino só começou a estudar aos oito anos, pois morava à distância de cinco quilômetros da única escola da comunidade em que vive. Nos primeiros anos escolares, ele caminhava diariamente 10 km, entre ida e vinda para casa. Sua história provavelmente seguiria os rumos da maioria dos meninos da zona rural do Vale, que param de estudar após concluírem o ensino fundamental.

Remando contra a maré, ele foi atrás de seu sonho. “Sempre gostei de estudar e não quero parar tão cedo”, afirma o garoto. E pelo visto não vai mesmo. Após vencer o programa, ele já recebeu várias ofertas de bolsas de escolas particulares das cidades da região.

A história de Éder se encaixa num conceito que a psicologia denomina de resiliência. De acordo com os pesquisadores argentinos Aldo C. Melillo e Elbio Néstor Suárez Ojeda, autores da obra Resiliência – Descobrindo suas Próprias Fortalezas, alguns seres humanos têm maior capacidade para sobrepor-se à adversidade. A psicóloga Renata Schettino Canelas, professora da UFMG e também pesquisadora do assunto, completa que a resiliência vai além da superação de dificuldades. “É a construção de um projeto de vida no qual o sujeito deve sair fortalecido da situação, enfrentando novos desafios”. Seguindo esta definição, Cristiano da Matta também parece se enquadrar no conceito. Afinal, após o acidente ele encarou novo desafio: trabalhar com os irmãos na empresa DaMattaDesign. “Aprendi muito, pois, nunca tinha trabalhado em um escritório”. Mesmo já estando de volta às pistas, Cristiano diz que pretende continuar na empresa. “Quero trazer a marca para os Estados Unidos”, conta entusiasmado.

A psicóloga Renata Canelas lembra que não se pode assegurar que os personagens apontados na matéria são ou não de resiliência, já que é preciso estudar a fundo e analisar cada caso para chegar-se a uma conclusão. Mas uma coisa é certa: todos eles lutaram, recriaram-se e, sem dúvida nenhuma, se superaram. Como diz a escritora Cecília Meireles, “a vida só é possível se reinventada.” Ele estava no auge da carreira, fazia sucesso pelos palcos do Brasil no comando da banda LS Jack. Quando a estrela de Marcus Menna atingia o ápice, de repente, parou de brilhar. Uma cirurgia de lipoaspiração, que era para ser rotineira, marcou o início de uma longa batalha do cantor entre a vida e a morte. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória, entrou em coma e permaneceu em estado grave por 38 dias. Chegou a ser desenganado pelos médicos. Poucos apostavam na recuperação total do cantor, que ficou cerca de 20 minutos sem oxigenação no cérebro. Mas contrariando as previsões, Menna está de volta em grande estilo. Após quatro anos de luta, fisioterapia, fonoaudiologia e tratamentos médicos, ele acaba de lançar o CD “É preciso saber viver”. Uma mensagem que transcreve um pouco do que ficou da experiência.

O caso de Menna e os outros que ilustram esta reportagem são alguns exemplos do significado da palavra superação. No dicionário Aurélio, superar é sinônimo de vencer, passar além, ultrapassar. Mas para entender essa palavra, não é preciso consultar o dicionário, basta conhecer a história desses quatro personagens. Cada um deles, à sua maneira, enfrentou e venceu obstáculos que a princípio pareciam intransponíveis.

É sabido que milhares de pessoas passam por situações adversas diariamente em todo o mundo. São condições dificultadores de toda ordem, desde deficiências físicas inatas, seqüelas deixadas por um trauma físico ou psicológico, e até a pobreza e falta de acesso aos direitos básicos, como saúde e educação. Porém, algumas pessoas se mostram capazes de lidar com esses problemas de forma peculiar, especial, diferenciada.

Esse é o caso da advogada Flávia Cristina Fuga. Dentro da barriga da mãe, ela era um bebê normal. Os pais aguardavam ansiosos a chegada da primeira filha do casal. Mas a luta de Flávia começou logo que veio ao mundo. O parto foi bastante complicado. A demora dos procedimentos cirúrgicos fez com que faltasse oxigênio em seu cérebro. Os minutos de espera causaram danos irreversíveis. “Ela teve o equilíbrio, a fala e a motricidade afetados”, explica o pai, Eliezer Gomes da Silva. No entanto, a parte do cérebro responsável pelo raciocínio e inteligência permaneceu intacta. E foi aí que Flávia se revelou mais especial do que os pais supunham. Apesar de todas as limitações, ela traçou um plano de vida: queria estudar e não havia nada nem ninguém que a fizesse desistir disso.

Na cidade em que morava, São José dos Campos, interior de São Paulo, não havia escolas especiais e as tradicionais não a aceitavam. Baseada na promulgação da Constituição de 1988, que estabelece que todos têm o direito à educação, a família reuniu outras crianças da cidade com algum tipo de deficiência e com o mesmo desejo de Flávia. O prefeito então ordenou que se abrisse a primeira sala para crianças especiais da cidade. Hoje aos 26 anos, Flávia se formou em Direito e foi aprovada no exame da Ordem dos Advogados. “Foi a maior vitória que tive. Hoje sei que tudo é possível, todos os sonhos se realizam”.

Para o médico psiquiatra Luiz Alberto Py, casos como os de Flávia e Menna têm uma explicação: a auto-estima. “Essas pessoas que demonstram capacidade de superação acima da média dedicam grande amor a si mesmas e, por isso, conseguem ultrapassar barreiras”. Em seu livro lançado recentemente É preciso saber amar, o psicanalista faz a seguinte avaliação: “Quem não tem nada também não tem nada a perder. No fundo do poço, há duas saídas: morrer, no sentido real ou no simbólico, ou recuperar totalmente a auto-estima e partir para uma nova vida”.

E quem escolheu a segunda opção foi o piloto mineiro Cristiano da Matta. Ele sofreu grave acidente durante os treinos da Champ Car, em agosto de 2006. Ficou em coma por 25 dias e teve que se submeter a tratamento nos Estados Unidos e em Belo Horizonte, onde passou por verdadeira maratona de fisioterapia e fonoaudiologia por quase dois anos. Em maio deste ano, já recuperado, participou de uma prova na categoria Grand AM, pela equipe Bob Stallings

Racing. “Na corrida, me senti 100%4 e ainda liderei parte da prova, mesmo após quase dois anos sem competir”, comemora Cristiano.

Força de vontade acima da média? Necessidade de superar desafios? Talvez seja ainda mais simples. “Algumas pessoas se entregam, pensam que a vida acabou. Outras decidem lutar pela vida, resolvem tentar superar o trauma”, diz a psicóloga e psicanalista Regina Rozenbaum, especialista em psicologia hospitalar. Segundo a especialista, o que irá definir o trauma psíquico é exatamente a forma como a pessoa lida com a situação. “Trauma é uma palavra que vem do grego e significa lesão, ferida causada por um agente externo e que afeta o indivíduo”. Algumas vezes um mesmo evento vivenciado por pessoas diferentes deixa seqüelas completamente distintas. “A explicação para isso vai muito além da ciência. Tem a ver com auto-estima, poder de superação e até mesmo com fé e espiritualidade”, avalia a psicanalista. Marcus Menna que o diga. Ele é espírita, e quando questionado se chegou a pensar que não poderia voltar para a música, foi categórico. “Nem pensei nessa hipótese. Sempre tive muita fé”.

Além da fé, Menna e Cristiano da Matta destacam o apoio da família como essencial para a recuperação. A neurocientista Lúcia Braga, presidente e diretora-executiva da Rede Sarah Kubitschek – referência em reabilitação – endossa que o afeto da família, dos amigos e dos profissionais envolvidos no tratamento é muito importante. Mas destaca o empenho, a força de vontade e a participação do paciente. “Sem isto a equipe de saúde não consegue atingir nenhum resultado em termos de neurorreabilitação”. São inúmeros os exemplos de recuperação acima das expectativas. “Já tivemos casos que foram analisados em outros centros e considerados como sem possibilidade de melhora e as pessoas acabaram voltando a trabalhar ou a estudar”, relata Lúcia.

E não é só na área de saúde que temos belos exemplos de superação. O menino Éder Coimbra dos Santos emocionou o Brasil ao vencer o concurso Soletrando, no programa global, Caldeirão do Huck. Nascido na zona rural do município de Padre Paraíso, uma das regiões mais miseráveis do Vale do Jequitinhonha, Éder transpôs as barreiras da pobreza e da dificuldade de estudar. Mostrou que quando se tem determinação e força de vontade, sonhos considerados impossíveis tornam-se realidade. “Jamais imaginei aparecer na televisão. Se eu não tivesse participado do concurso, talvez nunca nem entrasse em um avião”, conta.

Éder vive com a mãe, o padrasto e três irmãos. A mãe é dona de casa e recebe o Bolsa Família. O padrasto vive de bico e não tem renda fixa. O menino só começou a estudar aos oito anos, pois morava à distância de cinco quilômetros da única escola da comunidade em que vive. Nos primeiros anos escolares, ele caminhava diariamente 10 km, entre ida e vinda para casa. Sua história provavelmente seguiria os rumos da maioria dos meninos da zona rural do Vale, que param de estudar após concluírem o ensino fundamental.

Remando contra a maré, ele foi atrás de seu sonho. “Sempre gostei de estudar e não quero parar tão cedo”, afirma o garoto. E pelo visto não vai mesmo. Após vencer o programa, ele já recebeu várias ofertas de bolsas de escolas particulares das cidades da região.

A história de Éder se encaixa num conceito que a psicologia denomina de resiliência. De acordo com os pesquisadores argentinos Aldo C. Melillo e Elbio Néstor Suárez Ojeda, autores da obra Resiliência – Descobrindo suas Próprias Fortalezas, alguns seres humanos têm maior capacidade para sobrepor-se à adversidade. A psicóloga Renata Schettino Canelas, professora da UFMG e também pesquisadora do assunto, completa que a resiliência vai além da superação de dificuldades. “É a construção de um projeto de vida no qual o sujeito deve sair fortalecido da situação, enfrentando novos desafios”. Seguindo esta definição, Cristiano da Matta também parece se enquadrar no conceito. Afinal, após o acidente ele encarou novo desafio: trabalhar com os irmãos na empresa DaMattaDesign. “Aprendi muito, pois, nunca tinha trabalhado em um escritório”. Mesmo já estando de volta às pistas, Cristiano diz que pretende continuar na empresa. “Quero trazer a marca para os Estados Unidos”, conta entusiasmado.

A psicóloga Renata Canelas lembra que não se pode assegurar que os personagens apontados na matéria são ou não de resiliência, já que é preciso estudar a fundo e analisar cada caso para chegar-se a uma conclusão. Mas uma coisa é certa: todos eles lutaram, recriaram-se e, sem dúvida nenhuma, se superaram. Como diz a escritora Cecília Meireles, “a vida só é possível se reinventada.”

 
ETAPAS DE UM TRAUMA

A psicanalista Regina Rozenbaum enumera as fases pelas quais a maioria das pessoas que vivem um episódio traumático costuma passar. Ela ressalta que elas não obedecem necessariamente uma ordem cronológica.

1ª – Negação do episódio ou diagnóstico: Isso não está acontecendo, eu não estou com aids ou não estou com câncer, não vou ficar paralítico, etc.

2ª – Raiva / revolta: Por que eu? Por que aconteceu justo comigo ou por que tinha
que ser com meu filho/ minha mãe/ meu pai?

3ª – Barganha: Será que se eu fizer aquilo, volto a andar?

4ª – Depressão: O sofrimento pela dificuldade de lidar com o evento.

5ª – Aceitação: A pessoa faz uma escolha. Ou se entrega por não conseguir conviver com o trauma ou aceita o que aconteceu e começa a construir algo novo em cima da experiência. No caso do diagnóstico de uma doença terminal, a aceitação pode até findar em morte, mas com a diferença da paz de espírito.

* Baseado na obra de Elisabeth Kübler-Ross, médica e autora dos livros Sobre a Morte e o Morrer e A Roda da Vida

   
 
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