Março - 2004 - Ano II - nº 25 Anuncie na Encontro Fale Conosco Receba a Encontro
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Pedrosa: meta do setor é recuperar os 5% de perda do ano passado

 

VAREJO


DEPOIS DA TEMPESTADE, A BONANÇA

Setor de bares, hotéis e restaurantes aposta no bom tempo este ano depois de um 2003 de chuvas e trovoadas

MÁRCIA QUEIRÓS

Considerada a "indústria sem chaminés" por gerar grande número de empregos, o setor mineiro de bares, hotéis e restaurantes aposta no otimismo e quer recuperar os 5% de perdas relativas ao ano passado. "2003 foi um dos piores dos últimos 20 anos", afirma o presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Minas Gerais (Fhoremg) e do Sindicato do setor em BH, Paulo César Pedrosa. Aos 49 anos, 14 deles envolvidos com o sindicato e cinco na federação, esse mineiro de Rio Acima considera positivo o momento atual para o segmento, apesar do fraco desempenho do ano passado.

"Os empresários do setor estão otimistas, porque o governador Aécio Neves colocou como prioridade não só saúde, educação, transporte, asfaltamento de estradas, mas também o turismo, na geração de empregos", diz Pedrosa. Prova disso, segundo ele, é o desfile da Estação Primeira de Mangueira, que neste ano teve como tema os encantos da Estrada Real e deve atrair grande número de turistas para o Estado. Além disso, o projeto de incremento do circuito da estrada aurífera, que ligava Minas ao Rio no período colonial, abrange 170 municípios.

O término de obras na Expominas é outro sinal de que dias melhores virão. A construção de mais dois pavilhões e de um auditório com 2 mil lugares no espaço da Gameleira, cujas obras já estão aceleradas, deverá atrair eventos para BH. "Perdíamos grandes congressos internacionais por falta de espaço. A partir de outubro, quando será inaugurada a expansão da Expominas, o setor não vai reclamar mais", espera o empresário.

Em Minas, o ramo de bares, hotéis, restaurantes e similares reúne aproximadamente 120 mil empresas. A federação é considerada a maior categoria patronal do Estado, onde gera aproximadamente mais de 1,5 milhão de empregos diretos. Trata-se de uma área ampla, que envolve o lazer, a hospitalidade, o entretenimento, e a menina dos olhos do empresário: a arte culinária mineira. "Hoje, o grande tchan é a gastronomia. A hospedagem é a especialidade, porque temos fartura, mineiro tem essa tradição de ser bastante hospitaleiro e a culinária mineira também é incomparável", frisa.

Marcondes Pedrosa aponta como outro avanço o processo de profissionalização vivido nos últimos dez anos. "Em cada dez empresas, seis a sete encerravam as atividades em menos de dois anos. Não se fazia um estudo de mercado. Restaurantes, pizzarias e bares eram abertos sem critério e pesquisa, por isso o setor ficou muito desgastado. Foram centenas de futuros empresários que se deram mal", disse Pedrosa, lembrando que a parceria com o Sebrae foi grande aliado na profissionalização.

"Hoje o empresário é um empreendedor, ele vai ao núcleo de abertura de novas empresas. Procura o Sebrae, onde recebe orientação. Quando resolve abrir o negócio, abre consciente", compara. Este ano, a profissionalização será incrementada ainda mais com um convênio entre a Fumec e o Sindicato para treinamento, pesquisa e orientação do futuro empreendedor.

Outra meta do ano é o projeto Legal é Crescer, que visa o incentivo ao pagamento de impostos e combate à sonegação. "Queremos que o empresário do setor cresça legalizado, pagando seus impostos. Hoje não há espaço na economia para a sonegação. Você, pagando impostos, tem como cobrar das autoridades", diz.

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