
Pedrosa: meta do setor é recuperar os 5% de perda do
ano passado
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VAREJO
DEPOIS
DA TEMPESTADE, A BONANÇA
Setor de bares, hotéis e restaurantes aposta no bom
tempo este ano depois de um 2003 de chuvas e trovoadas
MÁRCIA QUEIRÓS
Considerada a "indústria sem chaminés" por gerar grande
número de empregos, o setor mineiro de bares, hotéis
e restaurantes aposta no otimismo e quer recuperar os
5% de perdas relativas ao ano passado. "2003 foi um
dos piores dos últimos 20 anos", afirma o presidente
da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares
do Estado de Minas Gerais (Fhoremg) e do Sindicato do
setor em BH, Paulo César Pedrosa. Aos 49 anos, 14 deles
envolvidos com o sindicato e cinco na federação, esse
mineiro de Rio Acima considera positivo o momento atual
para o segmento, apesar do fraco desempenho do ano passado.
"Os empresários do setor estão otimistas, porque o governador
Aécio Neves colocou como prioridade não só saúde, educação,
transporte, asfaltamento de estradas, mas também o turismo,
na geração de empregos", diz Pedrosa. Prova disso, segundo
ele, é o desfile da Estação Primeira de Mangueira, que
neste ano teve como tema os encantos da Estrada Real
e deve atrair grande número de turistas para o Estado.
Além disso, o projeto de incremento do circuito da estrada
aurífera, que ligava Minas ao Rio no período colonial,
abrange 170 municípios.
O término de obras na Expominas é outro sinal de que
dias melhores virão. A construção de mais dois pavilhões
e de um auditório com 2 mil lugares no espaço da Gameleira,
cujas obras já estão aceleradas, deverá atrair eventos
para BH. "Perdíamos grandes congressos internacionais
por falta de espaço. A partir de outubro, quando será
inaugurada a expansão da Expominas, o setor não vai
reclamar mais", espera o empresário.
Em Minas, o ramo de bares, hotéis, restaurantes e similares
reúne aproximadamente 120 mil empresas. A federação
é considerada a maior categoria patronal do Estado,
onde gera aproximadamente mais de 1,5 milhão de empregos
diretos. Trata-se de uma área ampla, que envolve o lazer,
a hospitalidade, o entretenimento, e a menina dos olhos
do empresário: a arte culinária mineira. "Hoje, o grande
tchan é a gastronomia. A hospedagem é a especialidade,
porque temos fartura, mineiro tem essa tradição de ser
bastante hospitaleiro e a culinária mineira também é
incomparável", frisa.
Marcondes Pedrosa aponta como outro avanço o processo
de profissionalização vivido nos últimos dez anos. "Em
cada dez empresas, seis a sete encerravam as atividades
em menos de dois anos. Não se fazia um estudo de mercado.
Restaurantes, pizzarias e bares eram abertos sem critério
e pesquisa, por isso o setor ficou muito desgastado.
Foram centenas de futuros empresários que se deram mal",
disse Pedrosa, lembrando que a parceria com o Sebrae
foi grande aliado na profissionalização.
"Hoje o empresário é um empreendedor, ele vai ao núcleo
de abertura de novas empresas. Procura o Sebrae, onde
recebe orientação. Quando resolve abrir o negócio, abre
consciente", compara. Este ano, a profissionalização
será incrementada ainda mais com um convênio entre a
Fumec e o Sindicato para treinamento, pesquisa e orientação
do futuro empreendedor.
Outra meta do ano é o projeto Legal é Crescer, que visa
o incentivo ao pagamento de impostos e combate à sonegação.
"Queremos que o empresário do setor cresça legalizado,
pagando seus impostos. Hoje não há espaço na economia
para a sonegação. Você, pagando impostos, tem como cobrar
das autoridades", diz.
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