Editora Encontro
   
   
     































 
  especial
 
| SILVÂNIA ARRIEL | Não é mais preciso ser Xuxa para ter uma boneca igualzinha a você


A MINHA
CARA

 
 

Loja de brinquedos infantis, seção de bonecas. Nas prateleiras, Barbie, Bratz, Susi, Driks, Sandy, Eliana, Xuxa, Kelly Key e tantas outras - magérrimas, esbeltas, grandes, pequenas. Há para todos os gostos. No meio dessas bonecas, uma que é a sua cara, tem o mesmo nome, cor da pele, olhos e cabelos semelhantes. Oi, é de você mesma que está lendo esta reportagem: adolescente, adulta ou até de seu bebê.

Não é ficção nem clonagem, é a realidade. A personificação chegou aos brinquedos, impulsionada por ares que movem esse início de século individualista. Desde abril, as crianças de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília já podem ter bonecas com sua cara. Agora

CLONE
Tipo de cabelo, pele e cor dos olhos: cuidados essenciais na hora de fabricar a boneca

 

 

 

 

 

 

chegou a vez de Belo Horizonte e Recife, junto com a diversificação: mulheres adultas e bebês entraram na linha de produção sob medida. E por reivindicação.

"Há histórias de senhoras que foram à loja com fotos delas mais jovens e queriam a boneca", conta Ricardo Sayon, diretor comercial da Ri Happy, rede varejista que se associou à Baby Brink para a formatação do brinquedo. Com isso, resolveram fabricá-lo para adultos.

É só tirar duas fotos, aguardar dez dias úteis para receber a boneca, vestida com roupas previamente escolhidas entre 20 modelos, com a foto e o nome da dona estampados na embalagem. As semelhanças não param por aí: a original pode comprar a roupa igualzinha a de seu clone.

Até o início de setembro, haviam sido vendidas mais de duas mil unidades, número dentro da expectativa dos fabricantes. "Nossa proposta é trazer novidades conceituais, não concorrer com as bonecas existentes", diz Sayon. A idéia de eternizar a criança surgiu há quatro anos. Com a foto, são escolhidos o molde da cabeça e o tipo de cabelo, depois os olhos são pintados e pronto: a boneca de 50 cm de altura fica a sua cara, ao preço de 150 reais, sem os acessórios. Os adultos terão moldes mais apropriados à sua feição, digamos assim, não tão jovial. "Brinquedo não tem idade", defende o diretor comercial.

E podem brincar com elas próprias, sem concorrência de clones. Só não vão sobressair nas prateleiras das lojas, abarrotadas de outras bonecas que disputam a atenção da criançada. Para se ter uma idéia, é vendido, em média, 1,5 milhão de Barbies por ano no Brasil, o que dá três por minuto. Páreo duro. Ainda bem que somos únicos e, a boneca, feita sob medida.

   
   
 
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