chegou a vez de Belo Horizonte e Recife, junto com a diversificação: mulheres adultas e bebês entraram na linha de produção sob medida. E por reivindicação.
"Há histórias de senhoras que foram à loja com fotos delas mais jovens e queriam a boneca", conta Ricardo Sayon, diretor comercial da Ri Happy, rede varejista que se associou à Baby Brink para a formatação do brinquedo. Com isso, resolveram fabricá-lo para adultos.
É só tirar duas fotos, aguardar dez dias úteis para receber a boneca, vestida com roupas previamente escolhidas entre 20 modelos, com a foto e o nome da dona estampados na embalagem. As semelhanças não param por aí: a original pode comprar a roupa igualzinha a de seu clone.
Até o início de setembro, haviam sido vendidas mais de duas mil unidades, número dentro da expectativa dos fabricantes. "Nossa proposta é trazer novidades conceituais, não concorrer com as bonecas existentes", diz Sayon. A idéia de eternizar a criança surgiu há quatro anos. Com a foto, são escolhidos o molde da cabeça e o tipo de cabelo, depois os olhos são pintados e pronto: a boneca de 50 cm de altura fica a sua cara, ao preço de 150 reais, sem os acessórios. Os adultos terão moldes mais apropriados à sua feição, digamos assim, não tão jovial. "Brinquedo não tem idade", defende o diretor comercial.
E podem brincar com elas próprias, sem concorrência de clones. Só não vão sobressair nas prateleiras das lojas, abarrotadas de outras bonecas que disputam a atenção da criançada. Para se ter uma idéia, é vendido, em média, 1,5 milhão de Barbies por ano no Brasil, o que dá três por minuto. Páreo duro. Ainda bem que somos únicos e, a boneca, feita sob medida.
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