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Estado de Minas CIDADE

Após demolição do viaduto que caiu, avenida será reaberta em breve

Poucos dias depois do trágico desmoronamento de grande parte do viaduto Guararapes na av. Pedro I, em BH, a via deverá ser liberada ao tráfego, possivelmente no final de semana


postado em 10/07/2014 09:29 / atualizado em 10/07/2014 11:58

Autoridades municipais estudam liberar o trânsito na avenida Dom Pedro I, na região norte de Belo Horizonte, no próximo sábado (12), mas ainda não sabem ao certo quando será autorizada a demolição da alça do viaduto Batalha dos Guararapes, que ainda está de pé. O viaduto desabou sobre a via, uma das mais movimentadas da capital mineira, no último dia 3, matando duas pessoas e ferindo pelo menos 23.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Alexandre Lucas, a via já está sendo concretada e recuperada, mas será preciso esperar que o asfalto seque. O buraco aberto para retirada do Fiat Uno atingido pela estrutura já está sendo concretado. "Isso tem que ser feito com muito cuidado, muito planejamento. A liberação da pista tem de ser feita com pressa, mas com segurança", explica Lucas. Os trabalhos de demolição e remoção dos escombros da parte do viaduto que desmoronou foram concluídos no dia 8 deste mês.

O coordenador da Defesa Civil diz ainda que os outros viadutos que integram o complexo de obras necessárias à implementação do sistema BRT (do inglês Transporte Rápido por Ônibus) estão passando por novas vistorias técnicas. Ele descartou a hipótese de danos estruturais na outra alça do viaduto dos Guararapes. "Qualquer movimentação que o viaduto tenha sofrido está dentro da norma de segurança e é questão de milímetros. Ele foi todo escorado, além da necessidade que o projeto de segurança recomendava. Podemos ficar tranquilos. O outro viaduto está em segurança", acrescenta Alexandre Lucas.

De acordo com coronel, a estrutura restante do viaduto só começará a ser demolida após a conclusão das perícias necessárias ao esclarecimento das causas do acidente e a elaboração de um plano de trabalho que minimize os riscos e inconvenientes para os prédios vizinhos. "Como o viaduto fica muito perto dos prédios, a demolição da área embargada vai exigir um planejamento especial para que, durante os trabalhos, a queda de objetos não danifique as provas. E também para minimizar os impactos dentro das residências próximas, já que há risco de pedras atingirem as casas, e o barulho e a poeira vão ficar maiores", diz. Ele informou que representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e da construtora Cowan, responsável pela obra, já se reuniram e a intenção é que o planejamento fique pronto rapidamente.

"Estamos aventando a possibilidade de distribuir protetores auriculares para a vizinhança e, se for necessário, de retirada dos moradores do bloco vizinho por uma questão de saúde. Se for preciso, levaremos essas pessoas para um hotel", acrescenta o coronel.

(com Agência Brasil)

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