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Estado de Minas MEIO AMBIENTE

Ministro de Minas e Energia descarta possibilidade de racionamento

Em pronunciamento, Eduardo Braga diz que não se deve confundir possibilidade de apagão com racionamento energético


postado em 04/03/2015 17:07

Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, fala sobre crise hídrica e possível racionamento de energia:
Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, fala sobre crise hídrica e possível racionamento de energia: "Muitos confundem apagão com racionamento" (foto: Pixabay)
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, mais uma vez, descarta a possibilidade de que o país esteja sujeito a um racionamento de energia por conta dos baixos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, em pronunciamento nesta quarta-feira, dia 4 de março.

"Muitos confundem apagão com racionamento. Apagão ocorre por uma variável incontrolável, como falhas mecânicas e intempéries climáticas. Já o racionamento é o corte no fornecimento porque o país não tem energia para suprir a demanda. Mas não estamos vivendo este momento", diz Braga.

Segundo o ministro, o setor elétrico vem conseguindo superar os desafios impostos pela crise hídrica e manter o fornecimento de energia elétrica para a sociedade. "Nós esperamos, com uma série de medidas, alcançar uma redução no consumo, mas isso não é em função de não termos energia para entregar", reforça Eduardo Braga, reconhecendo, no entanto, que a situação é desafiadora.

O ministro rebateu ainda críticas do deputado Ivan Valente (PSol-RJ), que questionou a decisão do governo de excluir 5 milhões de famílias do programa Tarifa Social. Segundo o ministro de Minas e Energia, a medida não está relacionada com cortes de gastos do governo, mas com o cumprimento do que determina a legislação. "Para ter acesso à tarifa social a família precisa estar inscrita no cadastro único e possuir renda familiar per capita menor ou igual a meio salário mínimo. Famílias que não se enquadrarem mais nessa definição legal terão que ser excluídas, mas não porque nós queremos", conta Braga.

Por fim, como medida para recuperar o passivo ambiental que existe nas fronteiras agrícolas e industriais brasileiras, o ministro sugere a adoção de programas de compensação ambiental, como o Redplus. "Talvez assim possamos recuperar os microclimas úmidos e nossa capacidade hídrica, reestabelecendo um padrão de ritmo hidrológico em determinadas regiões do país", finaliza.

(com Agência Brasil)

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