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Estado de Minas SAúDE

A carnitina pode ser a solução para a fadiga muscular?

Especialista adverte que o uso da suplementação não deve ser feito sem acompanhamento profissional, e que não existem pesquisas que comprovem a eficácia da substância para pessoas idosas


postado em 15/07/2015 08:19

Já ouviu falar da carnitina? Trata-se de um nutriente sintetizado a partir de um aminoácido essencial, a lisina, e presente em todas as mitocôndrias do corpo. Fonte de energia, ela tem sido vendida como suplemento alimentar. Atletas e frequentadores de academia ingerem a substância com o objetivo de potencializar o exercício físico. A expectativa é poder malhar por um tempo maior ou carregar mais peso que o habitual.

Segundo a nutricionista Milene Cristina Henriques, professora da PUC Minas, a carnitina pode provocar tais efeitos, mas faz um alerta para os riscos da suplementação sem acompanhamento. "Como nosso corpo produz esse nutriente, seu consumo exagerado pode provocar uma sobrecarga. Nosso organismo não vai conseguir otimizá-lo, e, como consequência, será eliminado", explica a especialista.

Portanto, o suplemento é recomendado para pessoas que sofrem fadiga muscular com muita facilidade. Mesmo nesse caso, é necessário um acompanhamento profissional.

Boatos sugerem que a carnitina possa ser a pílula mágica da vez. Segundo alguns artigos, o nutriente poderia ser uma esperança para as pessoas idosas na recuperação da força muscular. Uma pesquisa aplicada em camundongos, e publicada na revista científica Cell Metabolism, obteve um resultado positivo, mas, Milene ressalta que ainda é cedo para tirar qualquer conclusão.

"Essa pesquisa deixa muito clara a importância de fazer estudos em seres humanos, para entender o complexo funcionamento da carnitina em nosso organismo. A pesquisa não conclui, em momento algum, que a substância possa ser usada como suplementação em idosos, ainda mais como uma 'pílula mágica'", adverte a professora.

Apesar dos frequentadores de academias usarem na forma de suplemento, esse nutriente está presente em alimentos de origem animal. As principais fontes são as carnes vermelhas, carnes brancas e o leite.

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