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Estado de Minas SAÚDE

Cuidado: risco de se sofrer infarto aumenta 30% no inverno

Os dias mais frios também agravam outros problemas cardiovasculares, como as crises hipertensivas e o acidente vascular cerebral (AVC)


postado em 03/07/2015 08:36

Segundo o médico, com o tempo frio, ocorre uma retração das artérias, sobrecarregando o coração, o que pode levar a complicações cardiovasculares(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Segundo o médico, com o tempo frio, ocorre uma retração das artérias, sobrecarregando o coração, o que pode levar a complicações cardiovasculares (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
No inverno, muitos se preocupam com gripes e resfriados, mas esquecem de cuidar do mais importante: o coração. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a mortalidade por infarto agudo do miocárdio é 30% maior nos meses mais frios, chegando a crescer 44% entre as pessoas com mais de 75 anos. Nesse período do ano, também foi constatado um aumento de 20% no número de pacientes internados por insuficiência cardíaca congestiva, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que analisou 200 mil internações pela doença, no município de São Paulo.

"Os riscos de problemas cardiovasculares aumentam no inverno porque, com a queda da temperatura, diversos hormônios que atuam sobre o sistema circulatório podem apresentar aumento de atividade pela simples exposição do corpo ao frio intenso. O resultado dessas alterações metabólicas é a contração das artérias, que leva ao aumento da pressão arterial e da frequência e intensidade das contrações cardíacas, sobrecarregando ainda mais o coração e o aparelho circulatório", esclarece o cardiologista Luiz Guilherme Velloso, do Hospital São Camilo, de São Paulo.

Embora a temperatura baixa seja um fator muito importante, não é a único. "A poluição atmosférica e infecções respiratórias aumentam nessa época do ano, podendo precipitar ou agravar problemas no coração. Além disso, a diminuição dos níveis de vitamina D no organismo, devido a menor exposição ao sol, pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. As taxas de colesterol também apresentam variação sazonal, com pico nos meses mais frios, assim como o fibrinogênio e a adesividade das plaquetas, que podem gerar a formação de coágulos nos vasos sanguíneos", explica o especialista.

Segundo Velloso, algumas medidas simples podem auxiliar a prevenir o problema. "Nessa época do ano, é preciso minimizar a exposição ao frio excessivo, expor a pele ao sol, manter uma alimentação e hidratação equilibradas, evitando consumo excessivo de gorduras, sal e bebidas alcoólicas, praticar atividade física regular e prevenir as infecções respiratórias com a administração de vacinas contra gripe e pneumonia", recomenda o cardiologista.

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