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Estado de Minas TECNOLOGIA

Gostaria de comprar um videogame por um preço mais realista?

Então, esqueça. Apesar de a Organização Mundial do Comércio decidir pelo fim das taxas de importação de 200 produtos em todo o mundo, o Brasil não está incluído


postado em 22/08/2015 09:20

Negociadores da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão querendo por fim aos impostos de importação de 200 produtos tecnológicos. Seria uma notícia para deixar qualquer mineiro animado, já que, por aqui, além da taxa federal sobre produtos importados, existe ainda um imposto estadual, o que deixa os preços finais desses produtos bem "salgados". Porém, para tristeza de todos, o Brasil não está envolvido nesse acordo.

Nosso país não faz parte do Tratado Internacional de Tecnologia da Informação (ITA, em inglês). Segundo o economista Flavius Marcus Lana, professor da PUC Minas, há sete anos o Brasil vem tentando adotar medidas para desenvolver o sistema nacional de inovação e tecnologia. Uma dessas políticas é evitar a concorrência estrangeira para proteger o mercado interno. "É necessário um certo grau de protecionismo, para que as empresas nacionais se sintam estimuladas a realizar pesquisas e desenvolver tecnologias internamente", afirma o especialista.

Ainda conforme o economista, a história mostra que os países com tecnologia de ponta se desenvolveram a partir de uma política protecionista. "Se você abdicar de criar tecnologias dentro do espaço nacional, permanecerá dependente de nações tecnológicas", destaca Flavius.

Entre os produtos de tecnologia negociados para ter isenção de impostos estão incluídos semicondutores, equipamentos de ressonância magnética, aparelhos de GPS e consoles de videogame. As mercadorias do segmento movimentam cerca de US$ 1 trilhão anualmente, segundo a OMC.

A Associação da Indústria de Semicondutores estima que o acordo vai impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) global em torno de US$ 190 bilhões por ano.

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