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Estado de Minas CIêNCIA

Pombas podem ler mamografias melhor que o ser humano?

Segundo estudo, essas aves têm grande capacidade para reconhecer anomalias nos exames, como os tumores


postado em 23/11/2015 11:38 / atualizado em 23/11/2015 12:45

Elas são consideradas "ratos" que voam e não costumam ser bem vistas pela maioria das pessoas. Apesar da má fama recebida pelas pombas, essas aves acabam de ser consideradas excelentes "patologistas". Isso porque, segundo um estudo publicado recentemente, elas são ótimas analistas de exames de mamografia.

De acordo com a pesquisa divulgada no periódico científico PLoS One, as pombas conseguiram acertar o diagnóstico de 99% dos casos de câncer de mama que avaliaram. O experimento, liderado pelo professor de patologia Richard Levenson, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, demonstrou que essa ave é capaz de identificar corretamente, sem qualquer treinamento prévio, um tecido canceroso.

Foram utilizadas oito pombas, que observaram 144 imagens em preto e branco e em cores, referentes a tecidos mamários. Elas deviam sinalizar, apertando um botão, se o material era sadio ou doente. Cada acerto era recompensado com alimento. Em apenas duas semanas, os animais aumentaram a precisão do diagnóstico de 50 para 85%.

Para evitar que os animais "memorizassem" as imagens, a cada teste eram usadas novas mamografias. A precisão alcançada pela média das oito aves chegou a impressionantes 99%. "Podem até não saber escrever uma 'poesia', mas tiveram milhões de anos para desenvolver as habilidades que possuem para navegar num mundo complicado e perigoso. Por isso, não é surpresa que possam 'praticar' a patologia", diz Richard Levenson, em entrevista ao site da BBC.

A explicação para essa capacidade das pombas está relacionada aos receptores de cor em seus olhos, que as fazem ter uma inteligência visual muito superior à nossa. Enquanto os humanos possuem apenas três receptores, essas aves têm cinco. Com isso, conseguem detectar anomalias em meio a padrões complexos, como uma mamografia, por exemplo. Elas fazem isso todos os dias, ao procurar alimento nos mais diferentes tipos de solo das cidades.

(com portal da BBC)

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