Publicidade

Estado de Minas ESPORTE

Argentina lembra os 30 anos do gol de mão de Maradona na Copa de 1986

O jogo contra a Inglaterra terminou com a vitória argentina e a classificação para as quartas de final no México


postado em 23/06/2016 09:34 / atualizado em 23/06/2016 10:39

Talvez os mais jovens não saibam, especialmente os que não curtem futebol, mas, há 30 anos, na Copa do Mundo de 1986, no México, a Argentina se classificava para as quartas-de-final com um gol de mão de Diego Maradona. A vitória argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1, perante 114 mil torcedores no estádio Azteca, na Cidade do México, no dia 22 de junho de 1986, não foi apenas o primeiro passo para a conquista do título mundial, mas um marco para a carreira do atacante.

Aos cinco minutos do segundo tempo, Maradona aproveitou uma bola espirrada pelo zagueiro inglês Steve Hodge para dividir com o goleiro Peter Shilton e abrir o placar para a Argentina, usando "um pouco da cabeça e um pouco da mão de Deus", como chegou a declarar ao final do jogo. O argentino ainda deixou o estádio vibrando ao marcar um golaço cinco minutos depois da célebre "mão de Deus". Ele partiu da área argentina, driblou cinco jogadores ingleses, deixou o goleiro para trás e cravou o segundo e fatídico gol, carimbando o passaporte de sua seleção para as quartas-de-final da Copa do Mundo do México – essa jogada foi considerada o Gol do Século pela Fifa.

Além de significar a classificação para os argentinos, a derrota da Inglaterra também representou uma espécie de vingança. Tanto em termos políticos quanto esportivos. Primeiramente, a Argentina estava dando o troco pela Copa de 1966, na qual foi eliminada das quartas-de-final pelos ingleses, ao ser derrotada por 1 x 0 no estádio Wembley, em Londres. Além disso, a vitória garantida por Maradona foi uma resposta dos argentinos à perda das Ilhas Malvinas, após a guerra contra a Inglaterra, travada entre 2 de abril e 14 de Junho de 1982.

Em entrevista concedida à emissora Canal 13, da Argentina, Maradona lembra o momento histórico no México e revela que, como ele tem 1,66 m e o goleiro inglês 1,85 m, não poderia vencê-lo numa disputa aérea. "Shilton poderia subir com as duas mãos e eu não. Com a cabeça, não conseguiria alcançá-lo. Então, decidi usar o punho esquerdo e mexer a cabeça para trás, para ver se 'passava'. Quando a bola entrou, saí correndo, gritando. Logo chamei os companheiros para me abraçarem", revela o craque. Os demais jogadores argentinos não achavam que o gol seria validado e, por isso, estavam incertos em relação à comemoração. Mas, quando o árbitro Ali Bennaceur, da Tunísia, confirmou o gol de mão, a festa argentina teve início.

Abaixo, a famosa "mão de Deus" em ação:

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade