Fim da venda das lâmpadas incandescentes favorece consumidor e natureza

Além da redução do consumo de energia, as lâmpadas disponíveis causam menos danos ao meio-ambiente

por Encontro Digital 30/06/2016 14:58

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(foto: Pixabay)
Primeiro, foram as incandescentes acima de 100 W. Depois, sumiram das prateleiras as lâmpadas de 60 W e 40 W. Nesta quinta-feira, dia 30 de junho, todas as incandescentes comuns deixam de ser vendidas no atacado e no varejo. Essa medida inclui até mesmo as lâmpadas menores, de 15 W a 40 W, muito usadas em fogões.

Banidas devido à ineficiência energética, a saída das incandescentes do mercado traz efeitos diretos no bolso, no meio ambiente e nos olhos do consumidor.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), uma lâmpada incadescente comum converte 95% da energia utilizada em calor e apenas 5% em luz. Por isso, o governo federal estabeleceu um cronograma de banimento gradual do modelo que começou em 2012 e terminou dia 30 de junho de 2016. Além disso, a produção de calor gera maior quantidade de CO2, contribuindo para o efeito estufa.

Atualmente, o consumidor já encontra como opção de iluminação três outros tipos de lâmpada: incandescente halogênea, fluorescente (compacta e tubular) e as de LED, que consomem menos energia, mas costumam ser mais caras (valem pelo custo-benefício). Em nota, a Abilux defende que a proibição estimula "a adoção de opções mais econômicas e duráveis", que são adotadas em países como China, Reino Unido, Estados Unidos e Argentina.

Efeito no bolso

De acordo com os comparativos técnicos da AOD Brazil, uma lâmpada de 75 W incandescente utilizada 8 horas por dia durante um ano gasta nove vezes mais do que uma lâmpada de LED de 9 W. A mesma lâmpada de 9 W gasta a metade de uma fluorescente compacta comum de 18 W. Mesmo assim, o preço da fluorescente no mercado costuma ser mais competitivo.

Por isso, na hora de comprar, o consumidor pode considerar o custo-benefício com uma estimativa simples: calcule quanto está custando uma lâmpada de LED de 9 W, que dura aproximadamente 50 mil horas e quanto gastaria com 38 lâmpadas fluorescentes de 18 W, necessárias para funcionar aproximadamente pelo mesmo tempo de 50 mil horas.

Diferença entre as três opções de lâmpadas que continuam no mercado:

  • Halogênea: usa filamento do metal tungstênio, igual à incandescente comum, e um gás da família dos halogêneos. Contudo, a classificação do Inmetro de eficiência energética continua sendo a pior das três opções, perdendo apenas para a incandescente comum

  • Fluorescente: tornou-se uma das opções mais preferidas do consumidor pelo preço. Preenchida com um gás tóxico, o mercúrio, ela exige descarte especial para não afetar a natureza

  • LED: é apontada com a alternativa mais eficiente. Utiliza o gás gálio e um componente eletrônico, o diodo, que controla o sentido da energia. Segundo a AOD Brazil, a lâmpada LED tem um ciclo de vida seis vezes maior que a fluorescente compacta

(com Portal EBC e Abilux)

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