Regularização de jogos de azar pode gerar receita de R$ 16,5 bilhões no Brasil

As informações são de um estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

por Encontro Digital 10/06/2016 10:23

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Segundo o deputado federal professor Sérgio de Oliveira (PSD/PR), o Brasil está perdendo a chance de ganhar dinheiro com os cassinos para vizinhos como Argentina e Paraguai (foto: Pixabay)
A regularização dos jogos no Brasil pode representar um potencial de mercado de R$ 55,2 bilhões por ano, com estimativa ainda de arrecadação em torno de R$ 16,5 bilhões, sem prejuízo para o contribuinte. Os números fazem parte de um estudo do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Cetur).

Atualmente, a legalização dos cassinos, do jogo de bicho, de bingos e de jogos na internet está em discussão no Congresso em um projeto no Senado e outro na Câmara. O deputado Herculano Passos (PSD/SP), presidente da Comissão de Turismo da Câmara e da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo está confiante na aprovação de uma nova legislação que torne estes tipos de jogos legais no país.

O parlamentar diz que a ideia é definir o marco regulatório dos jogos e admitiu que existem posições contrárias aos projetos, mas rebateu as críticas. Herculano Passos não concorda com a avaliação de que a legalização aumentaria o número de jogadores compulsivos. O parlamentar acrescenta que nos cassinos pelo mundo o número desses jogadores é pequeno e além disso, o texto que está em discussão prevê o tratamento psicológico das pessoas que forem identificadas com o distúrbio.

Segundo Herculano Passos, conforme as discussões no Congresso, a arrecadação com os jogos seria dividida entre os governos federal, dos estados e municípios. "Nesta época de crise temos que ter criatividade, ser inovadores e fazer coisas que não funcionam no Brasil e só trazem benefícios aos brasileiros como emprego, renda e desenvolvimento. É uma questão de lógica", afirma o deputado federal.

Quem também corrobora com essa ideia é o deputado federal professor Sérgio de Oliveira (PSD/PR), que é de Foz do Iguaçu, no Paraná, e lembra que o Brasil perde receita com a ida de pessoas para jogarem em cassinos de países vizinhos. "Vejo como uma enorme perda de receita para o nosso país. Em Foz do Iguaçu, mesmo, temos cassinos no Paraguai e na Argentina. Conheço os cassinos ali, vizinhos à minha casa e se percebe a grande quantidade de brasileiros que vão jogar todos os fins de semana, principalmente, na Argentina. Eu sou favorável a aprovação para regulamentar os cassinos no Brasil", comenta o parlamentar.

Para o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Alexandre Sampaio, os recursos não estão restritos ao jogo, mas também aos reflexos que podem causar no turismo. Um exemplo é a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos. Cerca de 30% da arrecadação do município se referem aos jogos e o restante é de receita obtida com as atividades ligadas ao turismo. De acordo com Sampaio, este movimento pode beneficiar algumas regiões do Brasil que ficaram degradadas com o fechamento dos cassinos e podem ter um reforço na economia, após a aprovação da nova legislação.

"A região do sul de Minas, das águas termais, São Lourenço, Caxambu, têm grande potencial porque tem capacidade instalada de hotéis que foram cassinos de outrora tem suntuosas instalações e que se o jogo vier a ser implantado teria uma resposta muito rápida com obras de recuperação, de atualização, profissionais que, eventualmente, podem ser treinados rapidamente, bons acessos. Então essas áreas conceituadas como degradadas seriam áreas potencialmente prontas e que precisam ser reativadas a partir do jogo", esclarece o presidente da Cetur.

(com Agência Brasil)

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