Iepha-MG vai restaurar a Fazenda Boa Esperança

Instituto vai investir R$ 5 milhões no imóvel que é um dos mais representativos da arquitetura rural mineira

por Encontro Digital 04/07/2016 13:08

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Iepha-MG/Divulgação
A Fazenda Boa Esperança, localizada na cidade de Belo Vale, a 87 km de distância de Belo Horizonte, vai ser restaurada pelo governo de Minas (foto: Iepha-MG/Divulgação)
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) está preparando a requalificação da Fazenda Boa Esperança, situada no município de Belo Vale,  região central do estado, e que faz parte do patrimônio rural mineiro. O custo total das obras é da ordem de R$ 5 milhões.

O edital para a recuperação integral da Fazenda Boa Esperança foi publicado na quinta, dia 30 de junho. Serão executadas obras de restauração arquitetônica e de instalações complementares da sede da fazenda, com o objetivo de garantir a preservação e integridade física do bem cultural, que, de acordo com o Iepha-MG, possui inquestionável valor histórico, artístico, arquitetônico e paisagístico.

Na verdade, a requalificação da Fazenda Boa Esperança teve início em 2015, com a restauração da capela e de obras emergências na edificação. Para isso, foram gastos, nas duas intervenções, R$ 1,6 milhão.

A expectativa do Iepha é de que, após os investimentos e a conclusão das obras, a Fazenda Boa Esperança esteja com infraestrutura adequada para receber visitantes de todo o estado e o país, tornando-se referência no turismo rural em Minas Gerais.  Além disso, o espaço também contará, pela primeira vez na sua história, com programa educativo para receber escolas da região.

Patrimônio

A edificação da casa sede da Fazenda Boa Esperança possui proteção por tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1959, e proteção pelo Iepha-MG, desde 1975.

Situada em ponto estratégico da antiga província de Minas, a Fazenda Boa Esperança, construída no final do século XVIII, é um dos mais conhecidos exemplares da arquitetura rural mineira. No seu auge, também era bastante conhecida, não só por sua riqueza econômica, mas também pela hospitalidade, servindo de pousada para Dom Pedro I quando em viagem pelo interior do estado ou como doadora da madeira para a construção das igrejas de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. A propriedade teve grande importância econômica na região, chegando a abrigar mais de 800 escravos.

A fazenda fica localizada a 6 km da sede do município de Belo Vale e a 87 km de Belo Horizonte. A sua sede foi edificada pela família Mendonça, a mando do Barão de Paraopeba. Em 1970, o governo estadual adquiriu a fazenda, que passou a integrar o patrimônio do Iepha-MG.

A sede foi construída em estrutura autônoma de madeira sobre fundações de pedra, com vedações em pau-a-pique e forros em esteiras de taquara. Sua varanda abriga uma capela, cujo padroeiro é o Senhor dos Passos, com retábulo que preserva trabalhos ornamentais apurados em talha e pinturas com características do estilo rococó. O teto e as paredes da capela são revestidos por painéis atribuídos a João Nepomuceno, um discípulo do mestre Ataíde, e que representam cenas bíblicas, como a Anunciação de Nossa Senhora, a Adoração dos Pastores, o Sacrifício de Isaac e a Santa Ceia.

(com Assessoria do Iepha-MG)

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