Mineirão recebe treinamento contra ataques químicos e terroristas

O teste foi realizado por 250 agentes das forças de segurança que atuarão nos jogos das Olimpíadas em Belo Horizonte

por Encontro Digital 08/07/2016 14:56

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Omar Freire/Imprensa MG/Divulgação
Diversos grupamentos que atuarão na segurança dos 10 jogos de futebol da Rio 2016 que serão realizados no Mineirão participaram do treinamento (foto: Omar Freire/Imprensa MG/Divulgação)
Minas Gerais segue se preparando para receber as 10 partidas do torneio olímpico de futebol dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Na quinta, dia 7 de julho, no Mineirão – que será palco da modalidade olímpica – cerca de 250 agentes de diversos órgãos de segurança municipal, estadual e federal participaram de um simulado de ataque químico por gás sarin e de ameaças de bomba.

Estiveram representados na ação o exército – com efetivo de Minas e Goiás –, Polícia Militar (GATE), Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Municipal, BHTrans, Polícia Federal (PF), Comissão Nacional de Energia Nuclear, secretaria de estado de Meio Ambiente, Fundação Ezequiel Dias, secretaria de estado de Saúde, secretaria municipal de Saúde e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, além do Núcleo de Articulação Minas 2016.

"Neste exercício pretendemos uma coordenação interagências. Aqui nós estamos atuando em três fases, utilizando três situações hipotéticas. Primeiro, uma situação de ataque químico, no qual existe o desdobramento de toda a identificação do agente utilizado e a parte de descontaminação e evacuação dos feridos para os postos médicos da cidade", explica o coronel Júlio César Rolszt, do exército.

Na dinâmica realizada no estádio da Pampulha, voluntários atuaram como possíveis vítimas e passaram pelo processo de descontaminação e socorro médico. Os casos de maior gravidade foram deslocados para o hospital de referência – João XXII, no bairro Santa Efigênia – a fim de testar a estrutura do atendimento disponibilizado para o caso de ataque químico, biológico, radioativo e nuclear (QBRN).

Peritos da Polícia Civil também atuaram na área do suposto ataque e recolheram material que foi enviado para análise da Fundação Ezequiel Dias (Funed), também com o objetivo de verificar a estrutura para identificação do artefato utilizado.

Para o secretário executivo da Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para os Jogos Rio 2016 e coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle Regional, Vicente Salgado, os treinamentos das forças de segurança fazem parte do legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Omar Freire/Imprensa MG/Divulgação
Quem passou pelo Mineirão no dia 7 de julho pode ter se surpreendido com o grande número de forças de segurança que simularam ataques químico e terrorista no estádio (foto: Omar Freire/Imprensa MG/Divulgação)

"É uma preparação que se iniciou na Copa do Mundo e vem sendo reforçada a cada dia. A integração entre os órgãos vem aumentando, a capacitação técnica das pessoas vem se ampliando e novas ferramentas disponíveis, principalmente pra comando e controle, vem sendo implementadas. Tudo isso contribui para o aprimoramento do nosso sistema de segurança", afirma o secretário executivo.

Após a simulação do ataque químico, foram realizadas outras duas atividades: as neutralizações de uma suspeita de explosivo com atuação do esquadrão antibomba da PF e de um objeto suspeito, abandonado na esplanada do Mineirão, por parte do GATE.

Segundo o tenente Paulo Matos, subcomandante do esquadrão antibombas do GATE, os treinamentos são oportunidades para verificar a atuação da equipe na prática. "Temos vários equipamentos, várias estratégias, várias técnicas para fazer a identificação. A gente vai utilizar o melhor equipamento ou a melhor estratégia julgarmos necessária no momento", comenta o militar. Já prevendo a possiblidade de situações suspeitas, ele orienta a população. "Se o cidadão encontrar um objeto suspeito ou identificar alguma ameaça, a principal dica é não remover, não tocar nesse objeto. E posteriormente acionar os responsáveis pela segurança do local", ressalta o tenente.

(com Agência Minas)

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