Moda plus size é oportunidade de investimento para pequenas empresas

Segundo o Sebrae, segmento está aquecido, tem alta demanda e pouca oferta

por Encontro Digital 21/07/2016 15:09

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(foto: Pixabay)
Mais da metade da população brasileira está acima do peso e, destas, 17,9% são obesas. São pessoas que demandam por roupas de tamanhos grandes e aquecem um nicho em expansão: o de moda plus size. A procura por roupas do tipo é crescente e existem poucas empresas atuando nesse mercado, criando uma oportunidade de negócio, especialmente para as micro e pequenas empresas. De acordo com pesquisa inédita do Sebrae, 17,7% das lojas do varejo da moda do Brasil vendem roupas em tamanho grande, sendo que apenas 3,5% delas são especializadas em moda plus size.

Para conhecer o perfil dos consumidores de moda plus size e os hábitos de consumo deles, outra pesquisa do Sebrae mostrou que 71% das pessoas que usam GG têm dificuldades para encontrar roupas nas lojas e 86% delas se dizem insatisfeitas com as opções de roupas para manequins grandes. Segundo o estudo, a maioria do público tem dificuldades de comprar vestido de festa (59%), calças (56%) e lingerie (49%). Além disso, a maior parte deles compra roupas mensalmente (38%) em lojas de departamento, em sua maioria (52%).

"Os dados são importantes para os empresários que atuam ou desejam atuar com plus size. Com a pesquisa, é possível entender melhor as necessidades dos consumidores para produzir e comercializar roupas com mais informação de moda, variedade de tamanhos, modelagem e caimento perfeitos ao biótipo do cliente”, afirma Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, ressaltando que a pesquisa buscou saber a altura, o peso e o manequim de quem tem dificuldades de comprar roupas em lojas convencionais.

Mercado

O setor da moda plus size cresce a cada ano e movimentou, em 2014, cerca de R$ 5 bilhões, o que representa 5% do faturamento total do segmento de vestuário, segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest). "Os dados mostram que o mercado ainda se encontra muito aquém do seu verdadeiro potencial, uma vez que mais da metade dos brasileiros se encontra acima do peso", ressalta Afif Domingos. Pesquisa do Instituto IEMI identificou ao menos 492 indústrias de confecção no Brasil que já desenvolvem coleções específicas para o segmento – o equivalente a apenas 2,5% do total dos estabelecimentos em atividade no setor. De acordo com o IEMI, de 2013 a 2015, o segmento avançou 7,9% em volumes de peças e quase 13% em receitas nominais.

A moda plus size é direcionada para pessoas, especialmente mulheres, que usam roupas acima do padrão convencional existente nas lojas, isto é, muito altas, com coxas grossas, bustos maiores, pés grandes e que usam roupas de tamanho acima do 44 e calçados acima do 39. A quantidade de potenciais clientes das roupas GG é, ao mesmo tempo, oportunidade e desafio, pois atuar nesse nicho exige uma compreensão sobre o público, suas necessidades, anseios, percepções e comportamentos. São pessoas que não querem apenas vestir uma roupa que atenda ao seu manequim, mas, sobretudo, ressaltar seu estilo e beleza por meio do uso de roupas e acessórios da moda.

"As mulheres estão cada vez mais exigentes e sofisticadas. Além disso, uma parcela considerável da população acima do peso é jovem. Uma vez que os jovens impulsionam o mercado da moda, é importante estar atento ao seu comportamento de consumo e às tendências da moda para esse público”, recomenda o presidente do Sebrae. "A pesquisa com os consumidores mostrou, por exemplo, que 70% deles avaliam que os produtos plus size são básicos e apenas 16% acham que eles despertam desejo de compra", acrescenta Afif Domingos.

(com Agência Sebrae)

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