Ministro pede desculpas após dizer que os homens trabalham mais do que as mulheres

O ministro da Saúde Ricardo Barros cometeu a gafe ao falar sobre a campanha direcionada ao público masculino

por Encontro Digital 12/08/2016 14:57

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Elza Fiúza/Agência Brasil/Divulgação
O ministro da Saúde Ricardo Barros disse que os homens trabalham mais do que as mulheres e, por isso, não teriam tempo de se consultarem com um médico (foto: Elza Fiúza/Agência Brasil/Divulgação)
Durante coletiva de imprensa realizada na quinta, dia 11 de agosto, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, diz que os homens procuram menos os serviços de saúde porque trabalham mais do que as mulheres."É uma questão de hábito, de cultura. Até porque os homens trabalham mais, são os provedores da maioria das famílias. Eles não acham tempo para se dedicar à saúde preventiva", afirma o representante do governo. A declaração logo causou revolta dos internautas.

Até a filha do ministro, a deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros (PP-PR), criticou a declaração machista. Ela postou um vídeo no Facebook e disse que precisou dar um "puxão de orelha" no pai. "Logo o senhor, com duas mulheres como nós em casa, a vice-governadora do estado do Paraná, Cida Borghetti, e eu, deputada estadual? Trabalhamos tanto quanto o senhor. Por mais que haja dados absolutos de que há maior número de homens no mercado formal de trabalho, o IBGE afirma que as mulheres trabalham em média cinco horas a mais na semana do que os homens. Portanto, uma jornada de trabalho mais longa", diz a parlamentar paranaense.

Após o ocorrido, Ricardo Barros se desculpou por meio de uma nota enviada à imprensa nesta sexta, dia 12, pela assessoria do ministério. "[O ministro da Saúde] Pede desculpas se foi mal interpretado na frase ao informar que homens trabalham mais. Ele se referia ao número de homens no mercado de trabalho", informa o comunicado, ao citar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam que, dos brasileiros com 16 anos ou mais ocupados, 53,7 milhões são homens e 39,7 milhões são mulheres.

Ainda segundo a nota, Barros afirma que não fez referência à jornada de trabalho de homens e mulheres. "Conhecendo o quanto as mulheres trabalham, eu jamais diria que os homens trabalham mais que as mulheres. Quero deixar claro que eu me referia ao número de homens no mercado de trabalho, que ainda é maior", explica o ministro.

Ao final do comunicado, o ministro da Saúde reforça que o mote das ações promovidas pelo ministério é mudar a cultura masculina. "Dentro de todas as tarefas diárias, ainda deve ser reservado um tempo para pensar na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida. Queremos que os homens aprendam a cuidar da saúde, como as mulheres fazem tão bem", concluiu.

(com Agência Brasil)

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