Pesquisa mostra que o odor da galinha espanta o mosquito causador da malária

O estudo, realizado na África, descobriu que o Anopheles arabiensis evita locais com o cheiro dessas aves

por João Paulo Martins 04/08/2016 08:25

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(foto: Pixabay)
É sabido que a malária, doença causada pelo plasmódio (tipo de protozoário) e transmitida pelo mosquito do gênero Anopheles, é muito grave e infecta mais de 150 mil pessoas todos os anos no Brasil, segundo dados do Hospital Israelita Albert Einstein. A principal forma de prevenção desta doença segue a mesma lógica das demais transmitidas por esse tipo de inseto, como a dengue e a febre amarela: o combate aos focos do mosquito. Agora, um estudo realizado pela Universidade de Ciências Agrárias da Suécia, em parceria com a Universidade de Ciências Agrárias de Adis Abeba, na Etiópia, descobriu algo curioso sobre o Anopheles arabiensis, principal transmissor da malária: na África: ele não gosta do cheiro das galinhas.

A pesquisa analisou os hábitos do inseto e verificou que ao voar em busca de alimento (sangue humano), ele costuma evitar áreas que tenham criação de galinhas. O estudo foi realizado em algumas regiões da África subsaariana. "Ficamos surpresos ao descobrir que os mosquitos transmissores da malária se sentem repelidos com o cheiro emitido pelos galináceos", diz o pesquisador Rickard Ignell, autor do estudo, em comunicado enviado à imprensa.

O Anopheles arabiensis costuma dar preferência para o sangue humano, mas em áreas com pouca ocupação de pessoas, pode se alimentar do sangue de vacas, cabras e ovelhas, por exemplo. Mas, nunca chega perto dos galináceos.

Rickard Ignell afirma que os resultados do estudo sugerem que, juntamente com outras formas existentes de controle do mosquito, o cheiro emitido pelas galinhas e outras espécies animais evitadas pelo mosquito "podem ser úteis para ajudar a controlar a disseminação da malária".

(com Agência Télam)

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