Atleta belga confirma que fará eutanásia

Marieke Vervoort diz que é muito triste viver com sua doença degenerativa

por João Paulo Martins 13/09/2016 10:40

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YouTube/AudiovisualTelam/Reprodução
A atleta belga Marieke Vervoort diz que a Rio 2016 é sua última participação em Jogos Paralímpicos e que irá, sim, recorrer à eutanásia, mas ainda não sabe quando (foto: YouTube/AudiovisualTelam/Reprodução)
Após conquistar a medalha de prata nos 400 m com cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, a atleta belga Marieke Vervoort, de 37 anos, concedeu uma coletiva de imprensa e esclereceu a notícia de que faria eutanásia após a Paralimpíada brasileira. "É verdade que esta é minha última competição, e que os documentos estão prontos desde 2008 para recorrer à eutanásia, mas não quero morrer de imediato", diz Marieke.

A atleta foi campeã paralímpica dos 100 m em cadeira de rodas em Londres 2012 e conquistou o campeonato mundial em três categorias em 2015: 100, 200 e 400 m. Para os jornalistas, a belga explicou que é muito difícil conviver com a doença degenerativa que já lhe impediu de movimentar os membros inferiores. "Preciso abandonar o esporte, porque a doença está piorando. Está mais difícil participar de corridas hoje do que há quatro anos", comenta Marieke Vervoort.

Ela confirmou apenas que a Rio 2016 foi sua última participação em Paralimpíadas, mas que ainda não sabe quando irá recorrer à eutanásia. "Eu gosto de aproveitar cada momento. Estou em paz e ainda quero aproveitar meus amigos e minha família. Porém, chegará um dia em que os momentos serão mais ruins do que bons", afirma a atleta belga.

Marieke foi diagnosticada com tetraplegia progressiva quando dia apenas 14 anos. Ela conta que o esporte foi uma opção para poder desviar o foco das dores constantes e alucinantes causadas pela doença. "Nas crises de dor, chego a desmaiar. Algumas noites não durmo mais que 10 minutos. É difícil comer", revela a atleta.

Vale lembrar que a Bélgica autoriza o procedimento da eutanásia, mas a obtenção do documento que permite esse ato não é nada fácil. No caso de Marieke Vervoort, por exemplo, foram necessários os laudos de três médicos.

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