Esqueça as frutas e as verduras: dieta da mulher mais velha do mundo é rica em ovos

Pois é, o 'segredo' da longevidade da italiana Emma Morano vai contra a lógica da nutrição adequada

por João Paulo Martins 31/10/2016 12:09

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YouTube/USA TODAY/Reprodução
A italiana Emma Morano, de 116 anos, é a mulher mais velha do mundo e tem uma dieta nada saudável: come dois ovos todos os dias e não gosta muito de frutas e verduras (foto: YouTube/USA TODAY/Reprodução)
Em maio de 2016, após o falecimento da americana Susannah Mushatt Jones aos 116 anos, quem herdou o título de mulher mais velha do mundo, reconhecido pelo livro dos recordes Guinness Book, é a italiana Emma Morano, também com 116 anos, mas que celebrará 117 no dia 27 de novembro de 2016. Além de ser a mulher mais longeva oficialmente, ela também é a única pessoa ainda viva que nasceu no século XIX.

A moradora de Verbania, no norte da Itália, em entrevista à agência francesa de notícias France Press, conta que sua dieta "milagrosa" é baseada no consumo diário de dois ovos. Na verdade, durante 20 anos, Emma Morano chegou a comer três ovos por dia. Segundo a italiana, esse hábito começou quando tinha 20 anos e sofria de anemia. Na época, um médico recomendou que passasse a consumir essa quantidade de ovo, sendo dois crus e um cozido, todos os dias.

Hoje, quem acompanha a saúde da mais longeva mulher é o médico italiano Carlo Brava. Ele cuida de Emma há 27 anos e reconhece que ela nunca foi "fã" de legumes e frutas. "Quando a conheci, comia três ovos por dia, sendo dois crus de manhã e um em forma de omelete no almoço. Além disso, comia frango no jantar", revela o médico à France Press.

Essa dieta nada saudável, que contraria a recomendação de qualquer nutricionista, não é a responsável pela longevidade da italiana, segundo Carlo Brava. O especialista conta que a idosa tem uma ótima herança genética. A mãe dela morreu com 91 anos e duas de suas irmãs chegaram aos 100. Porém, o médico diz que ela vive num "equilíbrio precário".

"É uma pessoa muito decidida. Nunca quis ir ao hospital e nem recebeu cuidados particulares. Teve algumas bronquites, uma transfusão de sangue, levou alguns pontos, mas sempre em casa", diz o médico.

Atualmente, Emma Morano mora sozinha, recebe ajuda de uma cuidadora; passa praticamente o dia todo na cama, dormindo; não enxerga direito; e fala com dificuldade. Com a idade avançada e a perda de muitos dentes, a capacidade de mastigar da italiana reduziu bastante e, com isso, passou a comer muita bolacha – deixou de comer carne também, depois que soube que pode "causar câncer".

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