Reforma da Igrejinha da Pampulha está causando polêmica

Noivos estão revoltados com a possibilidade de terem o casamento cancelado pela reforma do templo religioso projetado por Oscar Niemeyer

por Da redação com assessorias 05/10/2016 14:22

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(foto: Pixabay)
Como se sabe, a prefeitura de Belo Horizonte tinha programado a obra de restauração da igreja de São Francisco de Assis, ícone modernista do conjunto arquitetônico da Pampulha, para fevereiro de 2016. Mas, o início dos trabalhos esbarrou numa questão polêmica: a agenda de casamentos previstos para o templo religioso. A arquidiocese de BH e a Fundação Municipal de Cultural (FMC) estão analisando uma solução para não deixar os noivos, que fizeram a reserva, sem o "final feliz" nessa história polêmica.

A primeira noiva a ser comunicada pela reforma da Igrejinha da Pampulha (como ela é carinhosamente chamada) foi Gabriela Andrade. Ela e o noivo estavam fechando contrato com um salão de festas, na região da igreja projetada por Niemeyer, quando receberam uma ligação pedindo que comparecessem ao templo religioso. "Só chorava quando recebi a notícia. Vi meu sonho ir por água abaixo. O padre conversou comigo e disse que ia tentar nos ajudar. Conversei com alguns amigos advogados e eles disseram que um ato como esse é ilícito. Me orientaram a entrar com uma ação na justiça por perdas e danos. Mas, acho que o prefeito as entidades deveriam se sensibilizar e se colocar no nosso lugar. É nosso sonho, nossa vida e nosso futuro", conta Gabriela.

A arquidiocese, que está acompanhando todo o processo, informou que, inicialmente, a reforma da igreja estava adiada para o inicio de 2018 e, por isso, houve a reabertura do agendamento dos matrimônios. Porém, depois do título de Patrimônio Mundial conquistado pelo Conjunto Arquitetônico da Pampulha, as entidades responsáveis resolveram antecipar para novembro deste ano o início da restauração da igreja de São Francisco de Assis. De acordo com a FMC, o dinheiro para a obra já está reservado. "Foi feita a licitação, escolhida a empresa responsável e os recursos de R$ 1,7 milhão, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas, estão na conta da PBH", informa Leônidas Oliveira, presidente da fundação.

Templo cobiçado

Atualmente, são mais de 300 celebrações na agenda da Igrejinha da Pampulha marcadas de outubro de 2016 até o final de 2017. Algumas noivas, inclusive, já entregaram convites para os padrinhos e até parentes de outros estados, que estão com passagem comprada.

"As pessoas estão se afastando cada vez mais das religiões. A tradição, hoje em dia, é a cerimônia ao ar livre. Mas, meu sonho sempre foi casar na igreja. Sempre achei a Igrejinha [da Pampulha] uma das mais bonitas da capital. Quando a agenda foi aberta, no ano passado, fiquei eufórica. Estamos investindo na nossa união. Queremos que seja como sempre sonhamos, por isso pedimos que nos ajudem", relata Maria Raquel Sodré, que também está com o matrimônio marcado no templo religioso modernista.

As noivas que se encontram na mesma situação de Gabriela Andrade e Maria Sodré criaram um grupo no aplicativo WhatsApp para acompanhamento do processo de reforma e se poderão realizar seus sonhos.

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