Saiba mais sobre a mielopatia, doença que vitimou o cão da ex-presidente Dilma Rousseff

Problema é degenerativo e não tem cura. Com isso, o pet da petista teve de ser sacrificado

por Vinícius Andrade 17/10/2016 08:29

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O labrador Nêgo ficou famoso na campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, e por sofrer com a mielopatia, precisou ser sacrificado em 2016 (foto: YouTube/Reprodução)
Você se lembra do labrador Nêgo, uma das "estrelas" das propagandas da ex-presidente Dilma Rousseff na campanha presidencial de 2010? Pois é, infelizmente o cão foi submetido à eutanásia antes da petista deixar o Palácio da Alvorada, no começo do mês de setembro, após o impeachment. O cachorro, de 14 anos, acompanhava Dilma desde 2005, após ter sido deixado na residência oficial da presidência, na Granja do Torto, pelo ex-ministro José Dirceu.

O pet sofria de mielopatia, uma doença degenerativa que limita os movimentos e não tem cura. De acordo com o médico veterinário Pablo Herthel, da Escola de Veterinária da UFMG, o problema pode afetar qualquer raça canina, porém, é mais comum no boxer, pastor alemão e corgis. "A manifestação clínica ocorre a partir de cinco anos de vida, mas a média de idade dos pacientes afetados é de nove anos", informa o especialista.

De acordo com o veterinário, os animais com mielopatia apresentam dificuldades para locomoção da parte traseira e o andar se torna cada vez mais descoordenado com os membros pélvicos. O cachorro, no entanto, não sente dor, mesmo em estágios avançados, em que o bicho não consegue mais caminhar.

Segundo Pablo Herthel, não existe cura para a doença. Embora muitas terapias com base em vitaminas e compostos antioxidantes sejam utilizados na prática clínica, não há evidências científicas da eficácia desses tratamentos. "A utilização de fisioterapia intensiva foi a única modalidade de tratamento que resultou em significativa redução da progressão dos sinais clínicos e do aumento da expectativa de vida dos cães com a doença", comenta o especialista.

Em alguns casos, os donos dos animais e os veterinários optam pela eutanásia, como foi o caso do cachorro da ex-presidente. "Há dois meses, o médico recomendou que fosse abreviado o sofrimento do cão, um dos prediletos de Dilma. Relutante, ela adiou a decisão até pouco antes de deixar o Palácio da Alvorada", informou a assessoria de Dilma, à época, por meio de nota à imprensa.

Para o veterinário Pablo, esta é uma decisão delicada, que deve ser muito bem analisada. "A eutanásia deve ser cuidadosamente pensada pelos tutores [donos] e discutida com o profissional médico veterinário que acompanha o caso do paciente", destaca.

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