Tudo indica que o Atlético-MG deve acabar com a parceria com a Dryworld

A falta de material esportivo deve levar o clube a fechar contrato com outra empresa

por Encontro Digital 13/10/2016 08:10

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Bruno Cantini/Atlético-MG/Divulgação
Segundo fonte de dentro do Atlético-MG, o atacante Robinho não estaria recebendo salário e material esportivo da Dryworld, o que aumenta a crise entre a empresa canadense e o clube (foto: Bruno Cantini/Atlético-MG/Divulgação)
O casamento entre o Atlético-MG e a Dryworld está cada vez mais perto do fim. A principal loja oficial do clube, que fica ao lado da sede do clube no bairro de Lourdes, região centro-sul de Belo Horizonte, deixou de ser administrada pela empresa canadense e voltou ao controle do Galo no sábado, dia 8 de outubro. A situação é mais uma evidência de que o contrato previsto para durar cinco anos deve acabar em dezembro. Com isso, o sonho do time mineiro de arrecadar R$ 100 milhões com patrocínio até 2020 não deverá ser concretizado.

Conforme a Encontro adiantou no início de setembro, a Dryworld tem atrasado o fornecimento de materiais esportivos tanto para os torcedores quanto para os jogadores. O Atlético chegou a jogar com o uniforme número 2 em Belo Horizonte por falta da camisa listrada tradicional. Segundo uma fonte de dentro do Atlético, o atacante Luan, que assinou contrato vitalício com a empresa canadense, também não tem recebido materiais de jogo, como, por exemplo, as chuteiras.

Outro prejudicado nessa crise pela qual passa a multinacional é o atacante Robinho, que além de materiais, não tem recebido o salário prometido pela empresa. Diante dessa situação, o Atlético foi obrigado a assumir o pagamento do jogador.

Apesar do Atlético não confirmar oficialmente, o clube já tem se movimentado em busca de um novo contrato. Ainda sem um acordo por motivos financeiros, o Galo também estuda fabricar seu próprio uniforme a partir de 2017. A produção se daria de forma terceirizada, como já aconteceu durante os períodos em que a agremiação foi patrocinada pela Topper e pela Puma. Na época, as empresas pagavam para estamparem suas marcas, mas quem desenhava os modelos era a Filon.

Vale lembrar que a operação da Dryworld no Brasil é dividida entre a matriz canadense e a representante no país, a Rocamp, com sede no interior do Paraná. O atual membro do conselho da Dryworld na América do Sul, Edson Campagnolo, fundador da Rocamp, não deu detalhes, mas confirmou que há um rompimento com a direção internacional. O caso, inclusive, já teria ido parar na justiça.

Em relação ao possível rompimento do contrato entre o Atlético e a Dryworld, Edson Campagnolo afirma que a decisão não depende da representante brasileira, mas sinaliza que é provável que a ruptura do acordo ocorra até o fim deste ano. A assessoria de imprensa do Atlético, por sua vez, não confirma que o fechamento da Loja do Galo seria mais um passo para o fim da aliança entre o clube e a empresa canadense.

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