ANS consegue aumentar em 43% o número de partos normais em hospitais particulares

A Agência Nacional de Saúde Suplementar implantou um projeto que incentiva esse tipo de nascimento no Brasil

por Encontro Digital 17/11/2016 18:17

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Segundo dados da ANS, em 2015, no Brasil, de todos os partos realizados na rede de hospitais particulares, 85% eram do tipo cesariana (foto: Pixabay)
Um projeto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) conseguiu aumentar em 43% a taxa de partos normais em 35 hospitais particulares de 11 estados. Entre os nascimentos nessas instituições, 23,8% foram por parto normal, percentual que chegou a 34% após a participação na iniciativa. Com isso, foram evitadas, segundo a agência, 10 mil cesarianas sem indicação em 18 meses.

O programa, que deverá agora ser ampliado, pretende conter o crescimento do número de cesáreas, verificado nos últimos anos e ampliar o número de partos não cirúrgicos. "Em 2005, a gente tinha 75% de cesarianas nos nascimentos em hospitais particulares. Em 2015, estávamos com 85%. Era uma coisa crescente, e a gente não conseguia baixar esse percentual", diz Martha Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS.

"A cesariana é uma cirurgia e, enquanto cirurgia, tem indicações, salva vidas. Mas isso estava sendo usado na saúde suplementar de forma completamente desorganizada", destaca a diretora sobre o fato de a cesárea ter se tornado a principal forma de parto na rede privada. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, só existem duas indicações absolutas para o procedimento: a desproporção céfalo-pélvica e a apresentação prévia da placenta.

Nos últimos anos, entretanto, Martha Oliveira diz que o sistema de saúde suplementar começou a dar prioridade aos partos cirúrgicos. "O trabalho do médico fica mais facilitado quando ele agenda todas as cesarianas para uma mesma manhã, não precisa fazer cada uma em um momento. O hospital deixa de ter centro de parto normal e passa a ter só centro cirúrgico", completa a representante da ANS.

Além de mudanças organizacionais, foram feitas diversas alterações nos procedimentos em relação à gestante. Evita-se o uso de medicamentos para diminuir a dor, com o uso de outros métodos, como a movimentação dentro do quarto. Os apartamentos são equipados com banquinhos, bolas e banheiras para serem usados como alívio durante o trabalho de parto. As mulheres não precisam ficar em jejum e a presença de um acompanhante é obrigatória.

Não foi verificado aumento do índice de complicações decorrentes do parto, como morte materna ou asfixia do bebê. Em três hospitais houve, inclusive, redução desses eventos, de 73 casos por 1 mil nascidos vivos para 31 para cada 1 mil nascidos.

A partir dos resultados, o projeto-piloto Parto Adequado será expandido agora para 150 hospitais de todo o país. "A gente cresce em dimensão, em número de partos, para, em dois anos, conseguir atingir a saúde suplementar toda no Brasil", afirma Martha Oliveira.

(com Agência Brasil)

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