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Estado de Minas ASTRONOMIA

Astrônomos estão preocupados com a circulação de germes no espaço

A Agência Espacial Norte-Americana quer evitar a chegada de micróbios na Terra e o envio desses organismos para nossos planetas vizinhos


postado em 30/11/2016 11:09

Os cientistas vinculados às agências espaciais de todo o mundo enfrentam um desafio que está presente na atualidade e que pode ser um grande problema para missões futuras no universo: proteger a vida na Terra de potenciais micróbios alienígenas e também defender os ecossistemas extraterrestres de se contaminarem com nossos germes.

O meio ambiente de Marte, por exemplo, ainda não é conhecido em detalhes, o que pode representar uma ameaça às futuras missões humanas para este planeta, segundo Catharine Conley, astrônoma da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). Em entrevista concedida ao portal Space.com, a cientista lembra ainda que existe cloro misturado à poeira marciana, o que também pode representar um perigo para a saúde humana.

"A grande vantagem de se ter humanos no espaço é que eles são muito mais flexíveis que os robôs. Porém, nós podemos acabar contaminando Marte com substâncias terrestres", comenta a especialista.

Além disso, os astronautas terão que garantir que os possíveis micróbios extraterrestres não sejam trazidos de volta para a Terra, já que poderia iniciar epidemias difíceis de serem controladas. O oposto também é válido: devemos assegurar que os micróbios presentes na Terra não contaminem outros planetas.

Preservar a integridade científica das amostras coletadas em planetas como Marte será fundamental para conhecer melhor o processo de formação do Sistema Solar e, eventualmente, obter informações detalhadas sobre a origem e a evolução da vida na Terra.

Tudo isso levou a Nasa a publicar um relatório que enumera 25 lacunas no conhecimento humano em relação à proteção dos planetas. O texto especifica três áreas primárias que merecem atenção: a influência de micróbios espaciais na saúde humana; a forma como os contaminantes se deslocam em Marte e entre missões partindo da Terra; e, por fim, as medidas que podem controlar eventuais contaminações.

(com Agência Sputnik)

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