Cientistas criam bateria que pode ser carregada em segundos

Apesar de ser uma excelente notícia, a nova bateria ainda esbarra no problema do tamanho, já que é muito maior que as tradicionais

por Encontro Digital 25/11/2016 18:16

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Ucf.edu/Reprodução
O material criado por pesquisadores americanos usa novos compostos químicos associados a supercondensadores, o que permite a alta capacidade de carga (foto: Ucf.edu/Reprodução)
Recarregar os celulares em poucos segundos e menos de uma vez por semana poderá ser realidade no futuro. Isso graças aos novos supercondensadores desenvolvidos por especialistas em nanotecnologia da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos.

Segundo informações da agência italiana de notícias Ansa, os estudiosos desenvolveram dispositivos que são capazes de armazenar rapidamente mais energia que as tradicionais baterias de lítio e, ainda, conseguem manter a estabilidade energética após mais de 30 mil recargas. Hoje, uma bateria normal começa a perder a capacidade de armazenamento de energia a partir do 18º mês de uso. Em média, isso equivale a 1,5 mil ciclos de carga.

A pesquisa americana, publicada na revista científica ACS Nano, prevê que a nova tecnologia poderá ser expandida para os carros elétricos. O "segredo" dessa inovação está no uso de baterias bidimensionais. Muitos pesquisadores já haviam tentando usar a técnica no passado, por exemplo, com o grafeno. Mas, até então, ninguém conseguiu efetivamente alcançar um potencial energético significativo.

O grupo da Universidade da Flórida Central, liderado por Yeonwoon "Eric" Jung, chegou a um resultado expressivo ao utilizar compostos químicos novos, associados a supercondensadores, compostos por milhões de microscópicos fios e revestidos por materiais bidimensionais. Desta forma, o "coração" dos eletrônicos se torna um alto condutor de energia, além de ter mais densidade, energia e potência.

No entanto, existe um problema das novas baterias em relação às atuais: o tamanho – muito maior que as de lítio. "Esses materiais ainda não estão sendo comercializados, mas, são uma demonstração da comprovação de um importante começo: nossos estudos mostram que terão impacto muito forte sobre outras tecnologias", explica o pesquisador Yeonwoon Jung.

(com Agência Ansa e Portal EBC)

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