Imagine ser 'alérgico' à água

Pois é, britânica é uma das 32 pessoas no mundo que sofrem com a chamada urticária aquagênica

por Vinícius Andrade 22/11/2016 08:24

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Segundo o dermatologista, a "alergia" à água, ou urticária aquagênica, é uma condição raríssima que causa reações na pele em contato com o líquido (foto: Pixabay)
Água é sinônimo de vida. Aproximadamente 75% da superfície terrestre é coberta por ela, uma proporção parecida com o organismo humano, que pode conter até 80% desse componente essencial para os seres vivos. Porém, para algumas pessoas, a fonte de sobrevivência pode se tornar uma agonia, graças a uma condição raríssima chamada urticária aquagênica, que, a "grosso modo" significa ser alérgico a água.

Um banho ou um mergulho na piscina não são práticas muito agradáveis para as pessoas que sofrem com esse problema. De acordo com o dermatologista Marcelo Grossi, professor da UFMG, existem diferentes níveis da urticária aquagênica. Nos casos mais leves, a pele fica avermelhada e o contato com a água provoca coceira. Em situações mais graves, a pessoa pode até sofrer um desmaio.

Uma das "contempladas" com essa condição é a britânica Rachel Warwick. Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, ela conta que qualquer contato com a água, incluindo o próprio suor, a deixa com irritações doloridas, com inchaços e coceiras, que podem durar horas.

A pergunta que se costuma fazer é: como essas pessoas bebem água? Conforme Marcelo Grossi, o líquido ingerido não causa problema algum. "Geralmente, a alergia se dá por imersão, como nadar na piscina, por exemplo. Beber água ou outros líquidos não causa nenhuma reação", esclarece o dermatologista.

A urticária aquagênica afeta apenas uma em cada 230 milhões de pessoas no mundo. Portanto, estima-se que somente 32 pessoas em todo o planeta sofram com esse problema inusitado. Uma das teorias para explicar o surgimento da doença é a suposta interação da água com a camada mais externa da pele, composta em sua maioria por células mortas e uma substância oleosa que mantém a umidade da região. O contato com a água pode fazer com que essas estruturas da pele liberem compostos tóxicos, levando a uma reação do sistema imunológico.

Segundo o professor da UFMG, os tratamentos são realizados com antialérgicos. Em alguns casos, é necessário fazer uso do medicamento por toda a vida.

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