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Estado de Minas COMéRCIO

Instituições de defesa do consumidor alertam para possíveis fraudes na Black Friday

O principal dia de descontos no comércio dos EUA já virou tradição no Brasil e, este ano, acontecerá na próxima sexta, dia 25


postado em 23/11/2016 18:16

Na próxima sexta-feira, dia 25 de novembro, estabelecimentos comercias e lojas virtuais colocarão à venda milhares de produtos com preços supostamente em promoção. É a chamada Black Friday (sexta negra, em tradução livre), uma ação comercial criada nos Estados Unidos e que vem ganhando a adesão dos empresários do Brasil nos últimos anos. Entidades ligadas à defesa do consumidor, como os Procons e a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), alertam para possíveis propagandas enganosas no período.

A Proteste destaca que a Black Friday no Brasil é lembrada pelo grande número de fraudes praticadas no comércio e pede cautela nas compras. A dica da associação é para que o consumidor não feche o negócio se notar que os descontos são enganosos e que o anúncio de oferta não passa de um artifício para vender mais, o que, segundo a Proteste, é comum no período. A sugestão é fazer pesquisas em outras lojas para ter certeza de que o preço é realmente promocional – uma dica é usar sites aglutinadores de preços, que possuem até histórico da evolução dos valores dos produtos pesquisados .

Segundo a Rosely Fernandes, diretora do Procon Amazonas, as reclamações de consumidores costumam aumentar em períodos de liquidações. "A empresa diz que vai dar 70% de desconto quando, na realidade, estava praticando um preço bem acima nos dias anteriores. É uma maquiagem de preço que, nós, consumidores, devemos boicotar e denunciar aos Procons para evitar o 'tudo pela metade do dobro'", afirma a especialista.

Rosely também orienta o consumidor a fazer uma pesquisa de preço antes de adquirir o produto na Black Friday. "Tem que saber pesquisar. Pesquise uma ou duas semanas antes, para quando chegar o dia da Black Friday comparar se realmente houve a redução de preço, para não ter a maquiagem", ressalta a diretora do Procon Amazonas.

Denúncias

Caso o consumidor identifique práticas inadequadas, a orientação das entidades é que ele busque seus direitos. O primeiro passo é procurar o gerente ou responsável pela loja. Não havendo acordo, ele deve ir imediatamente a um Procon para fazer a denúncia. Comerciantes que enganarem clientes podem ser notificados, autuados e ter que pagar multa. O Código de Defesa do Consumidor classifica a publicidade enganosa como crime. O responsável pode ser preso e pagar multa que varia de R$ 200 a R$ 3 milhões, dependendo da infração e do porte da empresa.

Lojas virtuais

Rosely Fernandes acredita que, devido à crise econômica, haverá maior adesão das lojas virtuais à Black Friday. Para ela, é importante que o consumidor também consulte a procedência da empresa. "Tendo em vista que nem todas as lojas presenciais vão participar, então, as 'lojas' da internet vão 'bombar'. O consumidor tem que verificar a idoneidade do site. As empresas que estão há mais tempo no mercado; verificar se existe CNPJ; nome do dono; se tem endereço; se tem o famoso cadeadinho que denota a segurança do site. Lemrbe de comprar apenas em sites que estejam hospedados dentro do nosso país e não no exterior", recomenda a diretora do Procon Amazonas.

Outro ponto importante para o consumidor é que as lojas virtuais são obrigadas por lei a oferecer opção de devolução ou troca de produtos por até sete dias após a data da compra. A Proteste alerta que esse procedimento pode ser burocrático e demorado, portanto, o ideal é pesquisar bem sobre o produto desejado antes de fazer a compra.

(com Agência Brasil)

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