Publicidade

Estado de Minas TECNOLOGIA

Descoberta possível causa das explosões do celular Samsung Galaxy Note 7

A culpa não é da bateria, em si, segundo empresa americana que fez a análise do smartphone


postado em 05/12/2016 12:25

Depois das inúmeras ocorrências de explosões do aparelho celular Galaxy Note 7, da Samsung, que foi apresentado ao mercado no início de agosto deste ano e causou o primeiro acidente apenas duas semanas depois, uma empresa americana decidiu analisar o motivo para essas perigosas ocorrências. O resultado da investigação técnica mostra que a explosão do Note 7 não se deve a um problema de fabricação da bateria, mas sim, a uma pressão irregular exercida sobre ela, que provoca sobrecarga e, consequentemente, uma explosão.

Em artigo publicado na sexta, dia 2 de dezembro, a empresa Instrumental, especializada em engenharia de produtos, revela que o design do Galaxy Note 7 faz com que o local de encaixe da bateria acabe provocando uma pressão extra sobre ela. Com isso, os polos negativo e positivo se tocam, internamente, causando sobrecarga, superaquecimento e, em seguida, a uma possível explosão.

"A bateria do Note 7 consiste de uma camada positiva feita de óxido de lítio-cobalto, uma camada negativa feita de grafite, e duas camadas separadoras encharcadas de eletrólitos feitos de polímero. Essas camadas permitem que íons [e energia] fluam entre as camadas positivas e negativas, sem permitir que as camadas se toquem", explica Anna Shedletsk, uma das diretoras da Instrumental, no texto do artigo divulgado à imprensa.

A engenheira lembra ainda que os movimentos na parte traseira do aparelho, como a colocação da tampa e o uso do celular no bolso de trás, acabam contribuindo para que a pressão sofrida pela bateria seja suficiente para que os polos negativo e positivo se toquem.

Essa avaliação do Note 7 foi feito de forma independente pela empresa americana. Por sua vez, a coreana Samsung ainda está analisando o problema em seu celular top de linha e não se pronunciou sobre o tema. No dia 11 de outubro deste ano, a gigante do mercado de eletrônicos retirou o smartphone do mercado. Em comunicado à imprensa, a companhia coreana informou que as explosões e as devoluções do aparelho causaram prejuízo de cerca de US$ 2,52 bilhões (cerca de R$ 8,5 bilhões) no lucro do quarto trimestre de 2016 e do primeiro trimestre de 2017.

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade