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Estado de Minas ENTREVISTA

'O Brasil ainda está de joelhos por causa do comunismo', diz Dr. Rey, o Dr. Hollywood

O cirurgião plástico conta porque decidiu ser pré-candidato a presidente do Brasil em 2018


postado em 13/12/2016 08:23

Há algumas semanas, o cirurgião plástico Robert Rey, formado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conhecido mundialmente como Dr. Hollywood, revelou ser pré-candidato à presidência do Brasil em 2018. Em entrevista exclusiva à agência de notícias russa Sputnik, no Brasil, ele dá detalhes sobre seus planos para comandar os destinos do país.

Entre as intenções do pré-candidato Dr. Rey estão: colocar o Brasil no mapa do primeiro mundo; fortalecer os laços com os países mais adiantados; e, o que ele considera como prioritário, implementar e consolidar os laços com a Rússia, país pelo qual revela ter grande apreço, especialmente pelo presidente Vladimir Putin.

Nascido em São Paulo, no bairro da Lapa, e registrado como Roberto Miguel Rey Júnior, o médico de 55 anos mora em Beverly Hills, Califórnia (EUA), de onde comanda seu império de diversas clínicas de cirurgia plástica nos Estados Unidos e em outros países. Só no Brasil, são 35 clínicas, conforme ele mesmo revela na entrevista. Além de se dedicar à Medicina, Dr. Rey é apresentador de TV, e foi justamente a aparição no reality show Dr. Hollywood que o tornou famoso em todo o mundo.

"É muito triste constatar que o Brasil diz ao mundo que reserva 4,5% do seu PIB para a educação, assim como fazem os Estados Unidos, mas é uma das grandes mentiras do país. Nosso governo inteirinho é uma grande mentira. Ele diz que dedica 4,5% do Produto Interno Bruto para a educação, e isso não acontece. Eu saí do Brasil quando tinha 12 anos e o país estava aos pedaços. Volto ao país, muitos anos depois, e, incrível, eu o encontro novamente aos pedaços, com a economia de joelhos e com o governo mais corrupto da história do mundo, o PT", reclama Dr. Rey. Para ele, a culpa do "retrocesso" pelo qual o país se encontra se deve ao "comunismo".

"O Brasil ainda está de joelhos por causa do comunismo. Eu acho que, no mundo democrático moderno, o melhor presidente do Brasil foi Juscelino Kubitschek, um cirurgião. Resumindo: o primeiro presidente, que modernizou a história do Brasil, foi o cirurgião Juscelino Kubitschek. O segundo cirurgião, na História do Brasil, que levará o Brasil para o primeiro mundo, sou eu. Então, você poderá perguntar: um médico na política? Sim. Médico já tem uma liberdade financeira, uma segurança financeira, e é uma pessoa superculta. Quando um médico se volta para a política, é por dever com a pátria. Saí do Brasil aos 12 anos. Os americanos me adotaram, me acolheram e eu pude fazer nos Estados Unidos minha carreira como médico. Imagine, eu fui criado em Utah, talvez o estado mais conservador dos Estados Unidos. E os mórmons me ensinaram o valor da honestidade. O que o Brasil está precisando em Brasília é de honestidade. Então, eu volto ao Brasil para me candidatar à presidência da república por vários motivos", explica o Dr. Hollywood à Sputnik.

Questionado sobre quais seriam os principais motivos que o levaram a querer presidir o país, o cirurgião plástico enumera as razões:

  • "Eu sou formado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, em Medicina e em Economia"

  • "Sou honesto. Como disse antes, os mórmons me ensinaram o valor da honestidade"

  • "Eu sou o sétimo médico mais rico do mundo. Eu não falo isso para me mostrar, mas, sim, para demonstrar que não preciso do salário de presidente da república"

  • "Volto ao Brasil para tentar acabar com aquela sensação incômoda de que, no exterior, fazem muito pouco caso de nós. Estou cansado de ouvir perguntas do tipo 'em que parte da África fica o Brasil?'. Eu estou cansado de ver o próprio Brasil deixar o mundo rir de nós. Eu vou morrer pelo Brasil e, provavelmente, de morte violenta. Ou você pensa que eu não sei o risco que corro ao dizer que sou um candidato de centro-direita?"
Em 2015 o famoso Dr. Hollywood lançou sua autobiografia(foto: Instagram/drrobertrey/Reprodução)
Em 2015 o famoso Dr. Hollywood lançou sua autobiografia (foto: Instagram/drrobertrey/Reprodução)

Aproveitando o momento, Dr. Rey cita um dos mais icônicos presidentes dos Estados Unidos, Abraham Lincoln: "Eu faço questão de colocar no altar da minha nação o meu último e mais importante sacrifício, o sacrifício da minha vida. Eu vou morrer pela minha nação. Eu, Dr. Robert Rey, estou cansado desses comunistas humilharem a minha nação".

Vice-Presidente do PEN (Partido Ecológico Nacional), pelo qual disputou – e não ganhou – uma vaga de deputado federal por São Paulo nas eleições de 2014, Dr. Robert Rey ainda não definiu por qual legenda apresentará sua candidatura em 2018. "Eu queria criar um partido chamado 'love', a palavra em inglês para 'amor'. Mas, esta sigla 'love' seria não só amor como também a reunião de suas sílabas: 'lo' e 've'. 'Lo' significando 'liberdade para os oprimidos', e 've', de 'vidas ecológicas'", revela o médico e "pré-candidato" à presidência do país.

Exemplo a seguir

Dr. Robert Rey não poupou elogios à Rússia e ao presidente Vladimir Putin. "É muito importante elogiar o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O presidente Putin ergueu a cabeça da Rússia. Ele mudou a economia do país. Ele é meu exemplo número 1. Quando eu for presidente do Brasil, nós vamos ter uma interação muito mais forte com a Rússia. Nós vamos ter um vínculo mais forte com esse país. Eu quero ter um vínculo muito forte com Vladimir Putin".

Para o Dr. Hollywood, o que o líder russo fez é um "exemplo a ser seguido". "Ele é respeitado na Rússia, o país que transformou numa poderosa nação. Mas, não é só o Putin que eu amo e louvo como exemplo de líder. É também a história da Rússia, é também o povo russo. Quando eu morrer, quero ter minhas cinzas despejadas sobre Moscou, em solo russo. Porque o que essa gente russa faz, há mais de mil anos, é incrível. Tudo isso é um grande exemplo para mim. Uma das primeiras coisas que vou fazer como presidente do Brasil é visitar Moscou e o presidente Vladimir Putin", diz Roberto Miguel Rey Júnior.

(com Agência Sputnik)

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