Acupuntura também ajuda a tratar seu animal de estimação

A técnica tradicional chinesa vem sendo usada nos pets há milhares de anos

por Vinícius Andrade 20/01/2017 11:20

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Escola de Veterinária/UFMG/Divulgação
Muito usada pelas pessoas para tratar, principalmente, as dores, a acupuntura também ajuda os animais de estimação, sabia? (foto: Escola de Veterinária/UFMG/Divulgação)
Terapia milenar originária da China, a acupuntura já se consolidou como método alternativo no tratamento de alguns problemas de saúde em diversos países, inclusive no Brasil. A técnica, no entanto, não é aplicada apenas em humanos. A acupuntura veterinária existe há cerca de 4 mil anos, mas, nas últimas décadas, vem ganhando notoriedade no ocidente. Em Belo Horizonte, o procedimento existe há pelo menos 30 anos. O método é mais comum em equinos, porém, os pets também podem ser submetidos às sessões terapêuticas.

Segundo a médica veterinária e acupunturista Patrícia Colleto, professora da UFMG, existem diversos problemas que podem ser tratados por meio da acupuntura veterinária. Porém, os mais comuns são complicações ósseas e locomotoras e paralisia por conta de compressão medular.

"A grande vantagem da Medicina Tradicional Chinesa é conseguir detectar alterações antes que elas se tornem patologia. Com isso, conseguimos fazer a prevenção", destaca a especialista. Ainda de acordo com veterinária, o procedimento pode ser realizado em qualquer espécie de animal doméstico.

Técnica

A acupuntura veterinária possui os mesmos princípios da terapia usada em humanos. Consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para estimular as terminações nervosas na pele e em outros tecidos. "O que muda é a anatomia do homem em relação à dos animais. A gente tem um mapa específico da localização dos pontos nos bichos", explica Patrícia Colleto.

Conforme a professora, se a técnica for bem aplicada, o animal não terá nenhum efeito colateral, uma vez que o tratamento é realizado, na maioria dos casos, sem o uso de medicamentos. O bichinho também não precisa receber anestesia antes do procedimento. "Geralmente, eles [os animais] aceitam bem as sessões. Eles percebem que a técnica está gerando benefícios", conta a médica veterinária.

Custo

Normalmente, os profissionais da Medicina veterinária recomendam a realização de 10 sessões, que podem ser feitas de uma a duas vezes por semana, dependendo do problema do animal. Cada sessão custa cerca de R$ 50 e dura até 45 minutos.

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